quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

POR ISSO... FELIZ NATAL!

Palavras que não provém do entendimento humano

Eis que a Bíblia contém, vindas do Deus soberano!

Pra libertar do engano de se viver com desdém

Para com Quem lá do trono dos altos céus nos quer bem.


E por tão bem nos querer à parte deste desdém

Eis que enviou pra sofrer Seu Único e Sumo Bem

Seu Unigênito Amado, Seu Filho sacrificado

Levou sobre si o pecado, tornando-nos filhos também!


Oh alegria infinda preenche a alma de quem

De Deus experimentado a vida, que é Jesus, tem

E tendo a Deus se lançado de alma, ser, coração

Recebeu por fé no Amado Filho de Deus, salvação!


Não por merecimento, mas, por graça divinal

Na Bíblia o entendimento, temos do que é Natal

E o seu sentido real lá no novo testamento

É Jesus destruindo o mal através do seu nascimento


Por ter Jesus vindo ao mundo e nos livrado do mal

Pelos que nele tem crido e vivido a fé real

Pelos que estão aguardando Seu retorno triunfal

Por isso estou desejando a você, feliz Natal!

Autor: Pr. Junior
 
http://projetocaboverde.blogspot.com/

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O que Significa Adoração?


Em muitas igrejas contemporâneas, existe um caos na adoração. A tragédia é tão grande que poucos crentes examinam as Escrituras para encontrar seus preceitos sobre este assunto. Alguns dizem: “Isto parece adoração”; ou: “Isto não é adoração”; ou: “Posso adorar a Deus com esta forma de culto”. Entretanto, tais pessoas estão fazendo um julgamento completamente subjetivo quanto à maneira apropriada de adorarmos a Deus. Mesmo aqueles que examinam as Escrituras freqüentemente já decidiram que tipo de adoração acham adequada e buscam as Escrituras apenas para encontrar textos que apóiam seu ponto de vista. Nesse artigo, consideraremos o que realmente é adoração e como devemos adorar a Deus de uma maneira que O agrade.

O que é Adoração?

A primeira coisa a determinar é o significado da palavra “adoração”. Muitos têm sua própria idéia a respeito do que ela denota; mas precisamos deixar a Bíblia definir o conceito deste vocábulo. Ela o faz de maneira bem específica.

À medida que examinamos as Escrituras, ficamos surpresos com a maneira como elas empregam a palavra “adoração”. A Bíblia está cheia de versículos que vinculam a idéia de adorar à de prostrar-se ou ajoelhar-se diante de Deus. A palavra hebraica Hitawa significa prostrar-se ou curvar-se. Quando examinamos a Bíblia, descobrimos muitos exemplos; “E, imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou” (Êx 34.8); “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou” (Sl 95.6); “Todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo e a glória do Senhor sobre a casa, se encurvaram com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram, e louvaram o Senhor, porque é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” (2 Cr 7.3); “Os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono” (Ap 4.10).

As expressões “encurvaram com o rosto em terra” ou “curvar-se para a terra” está freqüentemente associada à adoração a Deus. Isto não significa que devemos encurvar-nos com o rosto em terra cada vez que adoramos a Deus ou mesmo que isto sempre acontecia em todos atos de adoração mencionados na Bíblia. Essa é uma atitude simbólica; por esta razão, é importante indagarmos o que significa e qual seu propósito.

Essa atitude expressa mais do que uma demonstração de amor por alguém. Se você ama seu esposo ou sua esposa, não se prostra diante dele (a) ou curva-se com o rosto em terra. Ora, a atitude de prostrar-se significa mais do que respeito. Entretanto, por mais que respeite seus superiores no trabalho, você não se lança ao chão diante deles. Prostrar-se diante de alguém significa reconhecê-lo como seu senhor. Você é servo dele, e ele é seu senhor. Ele dá as ordens, e você tem de obedecê-las.

Serviço

Isto nos leva ao segundo aspecto de adoração encontrado na Bíblia — uma associação entre adorar e servir. Tudo que somos e possuímos pertence a Deus; por conseguinte, somos servos dEle. Um exemplo deste conceito acha-se em Mateus 4.10, que relata a ocasião em que Jesus foi tentado: “Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (ARC). Parece, então, que adorar a Deus de maneira bíblica implica em que reconhecemos ser Ele o nosso Senhor e que temos de servi-Lo em nossas vidas. Em resumo, adoração bíblica envolve tanto as palavras quanto a vida. Se quiséssemos uma breve definição de adorar poderíamos dizer: “Adorar a Deus é reconhecê-Lo como nosso Senhor, tanto nas palavras quanto nos atos.

Senhor de Nossa Vida

Isto suscita um interessante detalhe. Existem aqueles que gostariam de fazer da adoração algo puramente intelectual. Mas adoração envolve mais do que palavras e pensamentos; envolve todo o nosso ser, nossas atitudes. Por exemplo, fazer uma contribuição financeira é um ato de adoração, embora nenhuma palavra seja pronunciada por aquele que contribuiu. Ao invés de utilizar palavras, ele está fazendo uma declaração por meio de seus atos. Está dizendo: “Deus é o Senhor do meu bolso, bem como de outros aspectos de minha vida. Ele é o Senhor do meu dinheiro e dos meus bens”.

Outro exemplo das Escrituras encontra-se em Apocalipse 4.10, citado anteriormente: “Os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso”. O que significa a atitude dos anciãos depositarem suas coroas diante do trono? O fato de que eles tinham coroas indica que possuíam alguma autoridade pessoal. Mas o depositarem suas coroas diante do Senhor declara simbolicamente: “Tu és o Rei dos Reis; toda a nossa autoridade submetemos a Ti, pois Tua autoridade é superior”. Portanto, a adoração deles, nesta ocasião, pelo menos envolvia uma ação que transmitia um significado específico. Um exemplo ainda mais significativo encontramos em Maria, a que ungiu os pés de Cristo com precioso bálsamo, enxugando-os com seus cabelos. Ela não pronunciou qualquer palavra, mas sem dúvida aquele foi um ato de adoração.

Palavras são Insuficientes

De fato, a adoração que consiste apenas de palavras é algo abominável a Deus. Em Isaías 29.13, Ele afirma: “Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens”. Nossa adoração for-mal aos domingos é uma mentira, se Deus não é verdadeiramente o nosso Senhor durante o restante da semana.

Em resumo, a Bíblia sempre utiliza o vocábulo “adoração” no contexto de prostrar-se diante de Deus, quer literal, quer simbolicamente. A adoração bíblica não é apresentada como algo apenas intelectual ou verbal, mas como uma atitude de todo o nosso ser. Pode não envolver palavras, mas sempre tem o significado de exaltar a Deus como Senhor.

Louvor: Outro Lado da Moeda

Hoje costumamos utilizar a palavra adoração para abranger tudo que ocorre nos cultos públicos. Conforme já vimos, a Bíblia a emprega de maneira bem mais específica, porém ela também utiliza outros vocábulos, dentre estes o mais comum é “louvor”. Se adoração transmite a idéia de nos prostrarmos ou nos curvarmos diante de Deus, louvor fala de nos levantarmos perante Ele. Quando louvamos, erguemos nossas cabeças e cantamos ou damos graças a Deus por aquilo que Ele é e tem feito.

Podemos encontrar essas duas idéias unidas no mesmo versículo: “E todo o povo respondeu: Amém! Amém! E, levantando as mãos, inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra” (Ne 8.6). Observe que eles louvaram erguendo suas mãos e proclamando o “amém”; e adoraram inclinando-se com o rosto em terra. Em 2 Crônicas 7.3, essas duas idéias estão apresentadas na ordem inversa: “Os filhos de Israel... se encurvaram com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram, e louvaram o Senhor, porque é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre”.

Música e Cânticos

Em nossos dias, o louvor está associado à música e aos cânticos. Às vezes, nas Escrituras o louvor é algo barulhento, envolvendo freqüentemente o uso de instrumentos como uma parte importante.

1 Crônicas 23.5 declara: “Quatro mil porteiros e quatro mil para louvarem o Senhor com os instrumentos que Davi fez para esse mister”. Também lemos em 2 Crônicas 30.21: “Os levitas e os sacerdotes louvaram ao Senhor de dia em dia, com instrumentos que tocaram fortemente em honra ao Senhor”. A idéia de louvar a Deus erguendo a voz e utilizando instrumentos para chamar atenção ao que Ele havia realizado era uma parte central da adoração do Antigo Testamento.

Embora não haja menção de instrumentos musicais na adoração do Novo Testamento, pode- mos encontrar ali a mesma idéia de vozes sendo erguidas em louvor e oração a Deus. Por exemplo, em Atos 4.24, os crentes reunidos, “unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há”. E o apóstolo Paulo instruiu os crentes de Colossos a ensinarem e aconselharem uns aos outros “com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Cl 3.16).

Portanto, adoração, de acordo com as Escrituras, significa prostrarmo-nos e reconhecermos o senhorio de Deus, enquanto louvor transmite a idéia de levantar nossas cabeças a Deus, proclamando alegremente quem Ele é e o que tem feito por nós.

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Ciência e Fé...se misturam?




 Prof. Adauto Lourenço

Uma das quatro palestras incluidas no DVD "Design Inteligente". O Prof. Adauto Lourenço esclarece de forma simples, didática e cativante que não há uma dissociação entre fé e ciência, usando como base as propostas da teoria do design inteligente. Antes, ele mostra como ambas caminham juntas, e como a boa ciência jamais contradiz o que já foi revelado nas Escrituras. Gravado ao vivo na Conferência Fiel para Jovens de 2005.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Chamada de Isaías


Resumo
A pregação analisa a visão que Isaías teve do Senhor, sentado em um alto e sublime trono. Embora outras pontos sejam tratados, o foco se concentra na reação de reverência e convicção de pecado que se apoderou do jovem profeta.

Isaías 6.1-8

1 No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo.
2  Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava.
3  E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.
4  As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.
5 Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!
6  Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
7  com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.
8  Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.


v.1:
Época: aproximadamente 740 aC
Parece que ele teve uma visão do santuário celestial, com a própria TRINDADE presente.
O Senhor: Quem era? Jo 12.41: o próprio Senhor Jesus pré-encarnado.
Trono, abas que enchiam o Templo (ou palácio): tudo fala de MAJESTADE.

v.2:
serafins: somente aqui na Bíblia. No hebraico fogo, algo flamejante.
rostos e pés: semelhança com seres humanos.
cubria o rosto: talvez achando indigno ficar com o rosto descoberto na presença do Senhor
cobria os pés: talvez por ser a única parte do corpo constantementesuja
seis asas... com duas asas voava: grande mobilidade

v.3
Clamavam uns para os outros: culto celestial com na presença do próprio Senhor.
Santo, Santo, Santo: Três vezes: sugere Trindade
Enfatiza a SANTIDADE de Deus, talvez o atributo mais importante dEle.

toda a terra está cheia da sua gloria:
Falam da glória de Deus manifestada de maneira bem visível na Criação.
Gloria lembra poder, beleza, harmonia, ordem.

Em nossas orações, é importante realçar esses dois aspectos de Deus: os atributos pessoais e o relacionamento dEle com o Universo, especialmente com os homens.

v.4
O lugar tremeu: poder dos serafins que falavam
fumaça: talvez incenso. Tudo ali dava idéia de REVERENCIA, de algo grandioso.
Lembra Monte Sinai: Ex 19.18 -  tremor e fumaça.

v.5:
A reaçao de Isaías:
perdido: no hebraico, desfeito, liquidado. Por que?
1) Era homem de lábios impuros
2) Habitava com povo igual
3) Seus olhos haviam visto o Rei, o Senhor dos Exércitos.

A visão causou um impacto violento no jovem profeta, levando-o a uma profunda convicção de pecado e de indignidade. Achou até que ia morrer.

Outros casos em que a visão do Senhor provocou pesada sensação de indignidade e muita, muita reverência de quem viu:
* Moisés: Ex 3.5-6
* Paulo: At 9.3-6
* João: Ap 1.17-18

Exemplo de reação parecida, mesmo não sendo resultado de uma visão gloriosa de Deus, mas diante de Jesus encarnado, após milagre dEle: Pedro, em Lc 5.1-11

Existe a idéia de que quanto mais espiritual e mais perto de Deus, mais se demonstra euforia na adoração, com pulos, gingado, gritos. Idéia falsa.
Não estou dizendo que crente deve adorar de modo tristonho e cabisbaixo.
Sei que a Bíblia manda louvar a Deus com música, instrumentos, até com címbalos retumbantes.
Mas toda essa alegria deve ser externada de tal forma a demonstrar, ao mesmo tempo, uma atitude de reverência e respeito.
Em muitas igrejas chamadas evangélicas é comum o louvor ultrapassar a fronteira de uma alegria respeitosa e invadir o terreno do irreverente e carnal.

Voltando: Deus não disse:
“O que é isso, Isaías? Você é um rapaz bom, não seja tão exigente consigo mesmo”.
A sensação dele tinha pleno sentido, pois era realmente indigno de estar ali e o problema precisava ser resolvido.

v.6-7
com a brasa tocou a minha boca: Idéia de purificação no local que era impuro.
... e perdoado o teu pecado.  Duas coisas:
1) Deus está sempre pronto para perdoar o pecado de quem reconhece e se arrepende.
2) Necessidade de purificação para servir a Deus.

Agora Isaías estava pronto para a imensa tarefa que lhe aguardava.

v.8:
A chamada e a resposta:
Depois disto: enfatiza a necessidade de tudo aquilo ter ocorrido antes.
...voz do Senhor: At 28.25-26 sugere que era o próprio Espírito Santo.
A quem enviarei, e quem há de ir por nós?
O assunto era o envio de alguém para uma certa tarefa.

Observe:
1) Deus não impõe a Isaías (como fez com Jeremias, em Jr 1.5).
Talvez para dar a ele a oportunidade de se oferecer.
Certamente que por trás de tudo estava a mão de Deus, dando vontade no coração de Isaías para se oferecer.
Observe os elementos divino e humano trabalhando juntos naquela chamada.
Analogia com:
a) Salvação: Deus dá a , mas o homem aceita e sente-se tomando a decisão por vontade própria e sã consciência. E quem rejeita será responsabilizado porque não quis.
b) Chamada para o ministério: Deus coloca no coração, mas deixa que a pessoa tome o passo voluntariamente.

2) enviarei: singular. ... por nós: plural.
Idéia de unidade e de pluralidade: TRINDADE: um Deus, em 3 Pessoas.

eis-me aqui: Identifica-se, mostrando presença.
envia-me a mim: Além de mostrar-se presente, revela disposição de SERVIR!
Pensando bem, o que teria adiantado dizer Eis-me aqui, mas manda Miquéias?

Que belo exemplo: oferece-se voluntariamente, sem nem saber o que iria fazer.
Deus precisava? Ali estava ele!

É difícil encontrar hoje nos crentes PRESENÇA e DISPOSIÇÃO DE TRABALHAR.
Se houvesse ao menos a presença!
Uma vez, ao preparar uma pregação, me surpreendi orando quase apenas para que os crentes fossem ao culto e ouvissem a mensagem.
Lembrei então de pedir a segunda parte: que se dispusessem mais a servir a Cristo.

Um desafio para você, que ouve esta pregação: jamais se contente apenas  com a sua presença nos trabalhos da sua igreja.
Ofereça-se! Mas para fazer o que?”
Para o que Deus tiver reservado especialmente para você: pregar, ensinar, evangelizar, escrever, distribuir o que outro escreveu, cantar...
Ah, como são poucos os crentes presentes e disponíveis hoje!

Termino lembrando: Deus é soberano, mas não força o coração.
Ele Se deleita em ver o salvo voluntariamente se entregando ao trabalho de Cristo.
Na próxima semana veremos o que seria o trabalho de Isaías e o resultado.

Ate , fique pensando: você está pronto para ser mais presente no trabalho de Deus e se oferecer para trabalhar mais para Ele?

                                              - Amém -   


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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nosso Deus Real

Pregação do dia 07.11.2010


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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Adorar Com Entendimento

Vivemos em uma época em que a adoração está em alta.  Muito se tem falado sobre adoração. Vários grupos musicais são formados, várias pregações e seminários são realizados. Todos querendo adorar a Deus verdadeiramente, mas será que cada grupo formado, cada pregação feita e cada seminário realizado está buscando adorar realmente a  Deus. Será que Deus  tem recebido cada uma dessas coisas? Ou melhor, será que Deus tem aceitado a nossa adoração? Pois é muito fácil dizer que Deus não está aceitando a adoração de um ou outro, uma pergunta que devemos sempre fazer é: a minha adoração está agradando a Deus?

A verdadeira adoração está ficando apenas no falar e não no coração. O Escritor W. A. Tozer disse certa vez  que “ a adoração é a jóia perdida da igreja  evangélica”, em uma série de sermões  que fez em 1961 no Canadá. Se ela estava perdida naquele tempo, imagine hoje, ela está entrando em extinção.

A época em que vivemos é uma época centralizada no homem, e infelizmente muitas igrejas, ditas evangélicas tem aderido a essa filosofia. A conseqüência disso é que, muitas vezes, o que temos visto são cultos e músicas onde o homem é o centro. Cultos onde as pessoas querem uma alegria espiritual, mas sem se comprometer com Deus. Cultos onde são feitos para satisfazerem as necessidades do homem. As pregações não confrontam mais o pecado, e sim massageiam o ego das pessoas que as ouvem. E elas mudam de igrejas como mudam de roupas. Buscando o melhor lugar para se adorar, como se a adoração fosse um fast-food, eu me satisfaço e depois volto para o meu mundo,  uma MacAdoração - Amo muito tudo isso.

Vivemos em uma época onde a experiência fala mais alto, e a razão fica apenas de  lado. A nossa adoração é media pela experiência. Há também uma grande ênfase nos sentimentos, assim a adoração está sendo usada para atingir emoções, fazendo com que as pessoas se sintam bem.

A verdadeira adoração é melhor do que bem estar e atividade religiosa. Embora essas coisas são necessárias e boas, o culto é melhor. E, no entanto, temo que muitos de nós nem sequer sabe o que é adoração.

Deixo para voce a CIFRA e música abaixo para que quiser aprender.

















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terça-feira, 5 de outubro de 2010

O SERVO DE DEUS E A POLÍTICA


IGREJA BÍBLICA BATISTA DO PLANALTO
Escola Bíblica Dominical (25.09.2010)                             
O SERVO DE DEUS E A POLÍTICA
Pr. Jenuan Lira
               
                Esse é um tema sensível sobre o qual se despertam debates e contendas sem fim, que para nada servem, exceto para desviar nosso coração da missão que Deus nos deu.
                Mas nós fomos criados para viver em sociedade, compartilhando a vida com outros. Estamos inseridos em uma sociedade que precisa de autoridades com meios para cumprir as leis que, idealmente, servem para o bem de todos. Cuidar da ordem e desenvolver recursos para o benefício comum é a razão da política. Dela se ocupam as autoridades civis, que são instituídas por Deus (Rm. 13:1).
Olhando desse prisma, nada há de ruim na política em si. Quando é feita de maneira ética, representa a bênção de Deus para minorar o desequilíbrio que o pecado trouxe ao homem (Pv. 11:11).
Contudo, consideremos que nosso mundo não tem jeito. Está destinado à destruição pelo juízo de Deus. Nunca vamos resolver todos os problemas sociais por meio de leis e de governantes. A  paz e a prosperidade está além da capacidade humana.   A única possibilidade seria se tivêssemos um governante perfeito e de poder absoluto.  Por isso, vamos aguardar até o estabelecimento do reino de Deus para experimentar paz  e justiça sem fim (Is. 9:7; 26:10-13). A cidade de Deus será obra de Deus, não do homem.
                Porém, enquanto o Reino não vem, devemos viver neste mundo como sal e luz, fazendo o melhor para o bem de todos. Promovendo a paz,  socorrendo os necessitados , amando o próximo como Jesus ensinou. E, já que vivemos num país democrático, e somos chamados a expressar nossa vontade por meio de representantes eleitos pelo voto, conforme capítulo IV da nossa Constituição Federal, promulgada em 1988, devemos fazê-lo da melhor forma possível, dando um bom testemunho de Cristo pelo modo e propósito como fazemos.

Pv. 11:38; 28:12,28

NOSSA  DUPLA CIDADANIA

                Reconhecer quem somos fará grande diferença na hora de nos posicionarmos em relação a questões políticas, quaisquer que sejam. O servo de Deus tem uma identidade singular, pois está debaixo de dupla submissão, sendo cidadão de duas pátrias. 
               
1.       A Cidadania dos Céus 

Se confessamos com a nossa boca que Jesus é o nosso Senhor, então nosso primeiro compromisso é com o Seu Reino. Nossa oração será, antes de tudo... “venha o teu reino, seja feita a tua vontade”.  Somos, antes de tudo, representantes dos interesses do reino de Deus (Fp. 3:20-21). Ele é o nosso Soberano. Sua verdade é o nosso guia e com Ele estamos comprometidos de modo pleno e irrestrito. Nossa lealdade a ele supera todas as outras, inclusive para com aqueles que ocupam lugar especial no nosso coração (Lc. 14:25-27). 
Desde que Jesus nos salvou, este mundo deixou de ser o nosso lar. Não mais nos identificamos com o sistema em que vivemos e agora somos peregrinos em busca da nossa pátria celeste (Hb. 11:13; 13:14).
Estamos no mundo, mas não somos do mundo.  Portanto, nosso alvo é buscar em primeiro lugar o “Seu reino e a Sua justiça” (Mt. 6:33; Jo. 15:19).

2.    A Cidadania da Terra

       Apesar da nossa cidadania celeste, ainda permanecemos no mundo, pois temos uma missão: fazer dsicípulos de todas as nações. Assim, o cristão deve contribuir para que a sociedade funcione da melhor maneira possível, agindo segundo lhe é permitido, para que a sociedade desfrute da tranquilidade que lhe seja possível alcançar.
      A história bíblica relata de servos de Deus que foram uma bênção para a sociedade em que estavam inseridos, assumindo, inclusive, posições políticas de destaque. Desse modo, aproveitando a autoridade que lhes fora conferida, podiam manifestar o amor de Deus aos que estavam em sofrimento.  José, por exemplo,  contribuiu para o bem dos egípcios e de vários povos que lhe procuraram na época da grande fome (Gn. 41).
       Daniel foi um instrumento de bênçãos  em vários reinos. Sua comunhão com Deus abençoou até pessoas que viviam e criam de maneira diferente da dele (Dn. 2:24). Isso mostra que, a posição política não deve ser usada para beneficiar a um grupo específico, mas deve ser exercida para o bem de todos, inclusive os que são nossos oponentes.  

O QUE É DE CÉSAR
“Perguntou-lhes ele: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mat 22:20-21)

                Com cidadãos da terra, temos obrigações bíblicas para com os governantes. Lembremos que, independente da forma com exercem sua autoridade, os governos são  em última análise, instituídos por Deus (Rm. 13:1-2). Os governantes podem ser corruptos e maus, mas a idéia é boa, sendo uma provisão de Deus para prevenir a anarquia que sempre é um resultado do pecado.
                Por isso, a Bíblia nos ordena a cimprir nosso dever para com as autoridades. Em termos civis, somos chamados a duas responsabilidades: obediência e pagamento de impostos (Rm. 13:7). Além disso, somos exortados a orar pelas autoridades (I Tm. 2:1-2). E devemos lembrar que os governantes da época de Jesus e de Paulo eram tiranos e maus (Jo. 19:11).

A HORA DE VOTAR

                O crente não tem opção. Sua obrigação é participar da escolha dos representantes do povo exercendo a  chamada “soberania popular”, como diz a nossa constituição no capítulo IV, Artigo 14. Apesar do dilema que enfrentamos, não há meio de ser diferente. O nosso governo exige.
                Mas podemos exercer esse dever cívico levando em conta alguns parâmetros...

1.       Nossa cidadania celeste deve orientar nossa prática diante das eleições. Os princípios da Palavra de Deus devem ser o teste na hora de exercer o direito de votar . Nosso voto deve ser dado com a certeza de que estamos fazendo o melhor que podemos diante de Deus e da nossa consciência. Procuremos, pois, aqueles que, mesmo não sendo servos de Deus, defendem princípios bíblicos para o bem social. 

2.       Busque a orientação de Deus em oração para a escolha dos candidatos. Esses candidatos estarão sobre nós e nosso povo. Aqueles que não tem vocação  política, mas são meros oportunistas, jamais deveriam receber o voto de um crente. O crente não deve usar o voto com meio de deboche e expressão da corrosão moral que desponta no nosso meio.  Apesar do que diz Tiririca, pode ficar pior, sim. Muito pior.

3.       Jamais venda o seu voto, por dinheiro ou por promessas. Votar assim, seria pecar contra Deus e contra a nação. Benefícios pessoais nunca deveriam fechar nossos olhos para a prática desonesta e corrupta de alguns políticos. Por isso mesmo, não podemos assumir cegamente uma opção partidária. 

4.       Nunca vote em candidatos que irão por obstáculo ao evangelho e estão forçando a sociedade a aceitar aquilo que é contrário à Palavra de Deus (aborto, homossexualismo, autoritarismo, etc.).

MOTIVOS DE ORAÇÃO... PERIGOS QUE ENFRENTAMOS NO ATUAL MOMENTO POLÍTICO

1.      O projeto de um governo autoritário, autocrático, absoluto – nenhum governo conduzido por  pecadores poderia assumir propriamente esse tipo de comando. A crise com a imprensa deve nos deixar alertas.

2.      A aceleração de leis e projetos que promovem a degradação social  e o clientelismo.

3.      A corrosão das instituições que mantém o equilíbrio social por meio dos três poderes.

4.      Um modelo de governo que promove a corrupção e vicia o povo, usando de artifícios para atingir propósitos excusos.

CONCLUSÃO...

                Façamos o melhor que nos for permitido, mas nunca esqueçamos que Deus é soberano sobre tudo e sobre todos. Ele é soberano sobre Satanás e o pecado (Jó 1:12; Lc. 5:21), sobre os governos e poderes militares (II Cr. 20:6, 12,20-30); sobre a natureza e os desastres naturais (Sl. 107:29; Na. 1:3-6); sobre males e doenças (Jo. 9:3; 11:4; Ap. 21:4); sobre todos os seres humanos (At. 13:48; R. 9:17-18; Pv. 16:9, 19:21; Tg. 4:13-15).
                Descansemos na certeza de que Deus está no controle e tudo faz como Lhe agrada (Sl. 115:3; Ef. 1:11).

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

As seis principais faltas do evangélico Neo-pentecostal

 O que distingue o “evangélico” moderno do crente verdadeiro?   O que é, ou como é, o evangélico neo-pentecostal?

Falta de senso crítico. O neo-pentecostal dá crédito fácil à mentira. Ele aceita com facilidade qualquer invenção que aparece sem questionar nada, bastando apenas que o líder diga tudo com ares de autoridade e com alguns “aleluias”. (At 17.11; Ef 4.14-15)

Falta de disposição para aceitar a correção. É inútil mostrar biblicamente ao neo-pentecostal que ele está errado. Ele dirá que a Bíblia pode ser interpretada das mais variadas maneiras e desprezará todas as evidências da Palavra de Deus que militem contra suas crendices (2 Tm 3.8; 4.3-4)

Falta de interesse no estudo bíblico sério e profundo. O neo-pentecostal é um grande ignorante da Palavra de Deus. Ele não vê o estudo teológico como algo importante. Geralmente ele diz que estudar a Bíblia ou a teologia é uma prática carnal. Para fundamentar essa crença, é usado 2 Coríntios 3.6 (entendem que a frase “a letra mata” é uma censura de Paulo contra o estudo!!!). O que existe na verdade é uma imensa preguiça intelectual e uma falta absoluta de interesse pelo que Deus ensina em sua Palavra. Assim, não há ênfase na pregação e no estudo sério das Escrituras no meio neo-pentecostal. A ênfase maior é no louvor, nas supostas curas, nas expulsões de demônios, nos cultos de libertação e coisas do tipo.(1 Co 1.21; 1 Tm 3.15; 2 Tm 2.15)

Falta de história de conversão. Os neo-pentecostais não têm uma história de conversão (1 Co 6.9-11; 1 Ts 1.9-10). Se forem questionados sobre como ou quando se converteram, dirão geralmente que foram numa determinada comunidade e ali viram curas ou alguma outra coisa que os impressionou; dirão que o pastor adivinhou algo sobre a vida deles ou que os problemas que tinham começaram a desaparecer, levando-os a se firmar na igreja. Nada dizem sobre arrependimento pessoal, confissão de pecados, perdão, novo nascimento ou outras coisas próprias da conversão. Talvez o maior problema do neopentecostal é o fato dele não ser um crente verdadeiro (2 Co 13.5;).

Falta de vida cristã exemplar.
O neo-pentecostal tem um testemunho de vida moral horrível. Ele não se preocupa com a santidade, o viver separado do mundo ou o imitar Cristo. Aliás, é exatamente o contrário disso que é estimulado, sob a justificativa de que igualar-se ao mundo vai atrair os descrentes para a igreja (é por isso que os cultos neo-pentecostais são mais parecidos com shows. Veja Hb 12.28-29). Essa falta de preocupação com o viver cristão é substituída pela preocupação com o bem estar físico e financeiro e com a busca de experiências místicas, fortes emoções e entretenimento (veja Tg 4.9-10) como espetáculos musicais, shows e passeatas. (2 Co 6.14-15; Tg 4.4; 1 Jo 2.3-6)

Falta de compromisso com a igreja local.
As reuniões neo-pentecostais são marcadas por um constante vai-e-vem de centenas e até milhares de pessoas. A cada dia o auditório muda. Não há membrezia. A maior parte dos freqüentadores não se conhece devido à grande rotatividade de gente que entra e sai. O pastor não tem um rebanho em que ele conhece cada uma das ovelhas, acompanha-as, disciplina-as quando necessário e se sente responsável por elas. Isso faz com que as igrejas neo-pentecostais se tornem o paraíso daqueles “crentes” que não dão certo em igreja nenhuma e que não querem ter compromisso com nada. (Hb 10.25; 1Jo 1.7).

Como Deus tem usado o movimento neopentecostal para atingir seus propósitos?

A criação de uma forte insatisfação nos convertidos verdadeiros. Como as igrejas neo-pentecostais não oferecem nada que realmente dê vigor espiritual, os verdadeiros convertidos dentro dessas igrejas, depois de algum tempo, começam a se sentir famintos de algo mais sólido e verdadeiro. Essa fome geralmente é acompanhada de comparações entre o que a Bíblia diz e o que os líderes falam, o que geralmente faz com que esses crentes comecem a ser desprezados e perseguidos. Diante disso tudo, tais pessoas se vêem forçadas a sair em busca de uma igreja séria.(Jo 10.2-5)

A oportunidade de purificação das igrejas genuínas. As igrejas neo-pentecostais têm oferecido tudo aquilo de que os falsos crentes gostam (paz com o mundo, superstições, promessas de prosperidade, falta de compromisso). Isso atrai para elas todo o “joio” que há nas igrejas bíblicas. Desse modo, tirando proveito das astúcias de Satanás, Deus tem trabalhado na edificação de uma igreja mais livre de lobos fantasiados de ovelha. (1 Jo 2.19).

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Alcançando o inalcançável

Alcançando o inalcançável
Mauro Clark

Quem já pregou o verdadeiro Evangelho, enfatizando a salvação somente pela fé em Jesus Cristo, em algum momento deve ter ouvido algo do tipo: "E como ficam os índios, que nunca tiveram contato com a Bíblia? Isso não é justo!"
Embora o contra-argumento não seja tão simples, a maneira mais segura é se concentrar no poder de Deus para atingir a quem Ele quer, seja numa tribo das profundezas da floresta amazônica ou num remoto iglu na gelidez do Pólo Norte.


Meu propósito aqui é simplesmente lembrar que a própria Bíblia fornece um exemplo que bem ilustra uma situação em que Deus agiu para alcançar um homem numa situação altamente improvável.


Trata-se da conhecida história relatada em At 8.26-40, em que um oficial etíope, que tinha ido adorar a Deus em Jerusalém, inicia sua viagem de retorno à África. Ali estava um cidadão bem intencionado, piedoso, voltando de sua peregrinação à cidade santa. Por todas as evidências, aquela carruagem transportava um homem perfeitamente em paz com Deus. Mas o Deus que vê coração sabia que aquela alma precisava da salvação em Cristo.


O problema é que o oficial não estava entrando em Jerusalém, onde poderia encontrar alguém para lhe pregar a novidade do Evangelho. Mas ele estava saindo de Israel, para se embrenhar na ar idez africana. Como poderia ouvir de Jesus Cristo fechado numa carruagem em plena estrada deserta? Isso é contra todas as probabilidades! Mas o Deus dos impossíveis providenciou Filipe para falar de Cristo àqueles ouvidos ansiosos pela Verdade.

Deus é o mesmo hoje. Do alto da sua sabedoria e poder, Ele tem infinita criatividade para elaborar meios de levar a salvação em Cristo para quem, por quem, quando e onde Ele quiser. Louvado seja esse Deus!
E da próxima vez que alguém argumentar com você sobre o "coitado" do índio, além de contar a história do etíope e de Filipe, você bem poderia arrematar: "E tem mais, amigo: você não é índio. É melhor se preocupar com a própria alma e correr para Cristo!"

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Jesus, O Senhor do sábado.


Jesus, O Senhor do sábado.
O entendimento correto das Escrituras nos ajuda a compreender a vontade de Deus.


Lc 6.1-5

Novamente vemos o Senhor Jesus sendo acusado pelos fariseus de estar fazendo o que não é permitido, segundo as regras que eles criaram. Fico pensando sobre o por que  os fariseus criaram tanto ódio por Jesus. Gastavam tanto tempo  perseguindo-o para achar  alguma falta na qual eles pudessem acusá-lo. Mas, Jesus sendo perfeito, não tinha do que ser acusado, pois ele é perfeito em seu modo de viver,  Ele é Deus. Jesus veio combater o erro que eles pregavam, falando e ensinando a Verdade, a Palavra de Deus( Jo 17.17). É por isso que ódio que eles tinham por Jesus só aumentava.
                                        
Agora, vemos Jesus e seus discípulos andando no campo colhendo espigas. E o que eu acho interessante é que os fariseus apareciam do nada. Como se estivessem escondidos esperando alguma oportunidade para falar. Nesta situação, onde eles estão colhendo espigas e comendo, os fariseus chegam logo fazendo uma acusação:

Por que fazeis o que não é lícito aos sábados?

Por que não era lícito?
O que havia de errado em colher espigas e comer num sábado?
Os discípulos de Cristo estavam realmente errados em colher as espigas?

Em Dt 23.25 Deus dá uma provisão para os viajantes, e era exatamente isso que os discípulos estavam fazendo. No livro de Mateus acrescenta que eles estavam com fome. Devemos lembrar que os discípulos deixaram tudo para seguir a Cristo. Então o que eles fizeram era lícito perante Deus.

Para os fariseus, o erro estava em fazer algo no dia de sábado, porque eles entendiam mal o quarto mandamento(Ex 20.8). Eles acrescentaram várias outras coisas que, para eles, era proibido fazer  no sábado.  

Podemos dizer que os fariseus eram:

  1. Legalistas

Pois criavam regras que  nem eles podiam cumprir. Fazendo que o povo judeu sentisse um fardo enorme tendo que cumprir essas regras (Mt 23.2-3). Podemos dizer na linguagem de hoje que eles engoliam um elefante e se engasgavam com um mosquito. O dia do sábado, para eles, era a personificação absoluta do seu sistema legalista.

  1. Sem misericórdia

Qualquer um que fosse pego descumprindo as suas regras já era condenado de violar o sábado. Temos um exemplo em João capítulo 5.5-11, onde Cristo curou um homem que estava paralítico já fazia 38 anos. Jesus disse: levanta-te, toma o teu leito e anda.  O homem obedeceu ao que Cristo tinha ordenado, tomou o seu leito e andou, mas quando fez isso os judeus em vez de se alegrarem com o milagre, o acusam de violar o sábado(vv10). Mesmo diante do argumento dos judeus, o homem reconhece que aquele que o curou era maior que o sábado, dizendo: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda (vv11). É como se ele estivesse pensando: Se o homem que me curou tem poder sobre a doença, a autoridade dele é maior do que a tradição de vocês. Mas o problema real  está no versículo 16, onde os judeus perseguiam Jesus porque ele fazia coisas no sábado. Curar uma pessoa no sábado era uma coisa terrível para os judeus.


  1. Sem o conhecimento correto das Escrituras

Voltando ao nosso texto, Jesus combate os erros dos fariseus usando as Escrituras (vv 3-4). Nem ao menos tendes lido...?   Não lestes...? (Mt 12.3) ou não leste na lei...?(vv5)   Nunca leste...? (Mc 2.25).  Os fariseus deviam ficar com mais raiva, pois eles decoravam o Antigo Testamento, e com certeza já tinham lido a passagem que Cristo citou, porém eles não tinham entendimento. Jesus usou como exemplo o rei Davi, o homem segundo o coração de Deus, o herói dos judeus para confrontá-los e ensiná-los o verdadeiro significado do sábado.  A transgressão do rei Davi para com a lei cerimonial, onde os pães só podiam ser comidos pelos sacerdotes, foi permitida por causa da necessidade, pois ele e seus companheiros estavam com fome e poderiam até mesmo morrer se não comessem, vemos isso em I Sm 21.1-6. Jesus fala, também, no evangelho de Marcos que Davi fez o que não é lícito quando se viu em necessidade e teve fome (Mc 2.25-26). A misericórdia e a compaixão são muito mais importantes do que a cerimônia, muito mais importante do ritual. Davi foi autorizado a violar a lei divina para cumprir a verdadeira lei da misericórdia. Certamente, Jesus e os discípulos poderiam violar uma lei humana para cumprir a verdadeira lei da misericórdia.

Em Mt 12.5, o Senhor Jesus dá outro exemplo, os sacerdotes. Por causa das obrigações do templo, os sacerdotes trabalhavam no sábado e não eram condenados por causa disso. Eles acendiam as fogueiras para fazer os holocaustos, matavam os animais. Diante destas duas perguntas os fariseus ficaram em silêncio, não tinham o que responder. Novamente Jesus declara que eles não entendem as escrituras citando Os 6.6: Misericórdia quero e não holocaustos.(Mt 12.7)

O sábado era para ser um dia de alegria, foi feito para o  homem (Mc 2.27), deve ser um dia de descanso, recuperação, restauração, adoração. Mas os fariseus e escribas hipócritas tinham desenvolvido todos os tipos de coisas para fazer do Sábado o pior de todos os dias, por causa de suas tradições. Cristo combate o ensino deles mostrando que um ato de misericórdia é superior a um ato cerimonial.

Jesus afirma a sua divindade usando o título messiânico Filho do Homem, o seu preferido, para mostrar a sua autoridade sobre o dia de sábado. O sábado foi instituído por Deus. Ele criou o sábado. Ele sabia o que podia fazer.


APLICAÇÕES...

O nosso maior exemplo de vida é o Senhor Jesus Cristo, sempre usando as Escrituras. Tendo-a sempre em Sua mente, para ser usada em todas as situações. Assim como Jesus veio combater o erro com a verdade, nós devemos fazer o mesmo. Proclamando a verdade, a Palavra de Deus, e combatendo os falsos ensinos. Mas, para isso, devemos primeiramente ler, estudar, e aplicá-la em nossas vidas.

Como vamos combater as falsas doutrinas se não conhecemos a Verdade?
Pense um pouco, quanto tempo você tem como uma nova criatura? Um ano, dois, cinco?
O seu conhecimento bíblico é proporcional a este tempo?
Se não, você vai apenas balançar a cabeça e continuar do mesmo jeito?

Nunca devemos estar satisfeitos pelo o tanto que conhecemos da Bíblia, pois sempre terá algo para se aprender. Esdras, que era escriba, ou seja, conhecia muito bem a Lei do Senhor, tomou a decisão de buscar, para cumprir e só depois ensinar a Lei do Senhor em Israel(Es 7.10). Charles H. Spurgeon, considerado o príncipe dos pregadores, fala um pouco da sua experiência de pregar a Bíblia:

Depois de pregar o evangelho durante quarenta anos, e imprimir os sermões que preguei durante mais de trinta e seis anos, chegando agora a 2200 sermões, feitos em semanas sucessivas, ganhei o direito de falar sobre a superabundância e riqueza da Bíblia como o livro do pastor. Irmãos, ela é inesgotável. Se permanecermos junto ao livro sagrado não teremos nenhum problema de frescor nos textos. Não há dificuldade alguma para encontrar temas totalmente distintos daqueles que tratamos antes; a variedade é tão infinita quanto a plenitude. Uma longa vida será suficiente apenas para margear as costas desse imenso continente de luz. Em meus quarenta anos de ministério só toquei a orla da veste da verdade divina, mas quanta verdade fluiu dela! A Palavra é como seu Autor, infinita, imensurável, sem-fim[1].

 Portanto irmão, conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor(Os 6.3). Esta dever ser a nossa principal tarefa  a cada dia.

Juntamente com isso, precisamos orar. Pedindo a Deus mais entendimento para compreender a Sua Palavra. O Espírito Santo, que habita em nós, nos ajudará a entender o livro que Ele mesmo escreveu. É um privilégio termos o melhor professor junto de nós. Privilégio este que muitas vezes não damos o devido valor. Devemos pedir para que o Santo Espírito ilumine as nossas mentes, e abra os nossos olhos para vermos o que Deus quer para nossas vidas. Para que não sejamos como os fariseus, sabiam algumas coisas sobre Deus, que Ele é Santo, Justo, Misericordioso, mas não tinham comunhão com Ele. Suas vidas não condiziam com Deus.

Através da Bíblia aprendemos mais sobre Deus, pois Ele se revela nela. Aprendemos a ser mais misericordiosos, a ter uma vida santa que venha realmente agradar a Ele. Somente através das Escrituras poderemos saber qual é a  boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2).

Servindo com alegria,
Henrique Prudêncio.


[1] C. H. Spurgeon, Preparado para o combate na Fé – As armas do ministério, Shedd Publicações

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