sábado, 3 de julho de 2010

O poder de Jesus para perdoar os pecados

Texto: Lc 5:17-26

Antes de olharmos o texto propriamente dito, vejamos um pouco do contexto em que essa situação aconteceu.

O ministério de Jesus pode ser dividido em três partes, conforme os seus três anos de atividade. O primeiro ano foi um ano de obscuridade; o segundo foi ano de popularidade e o terceiro foi ano perseguição. Tal acontecimento ocorreu no segundo ano do ministério de Cristo, na região da Galiléia. O ministério de Jesus na Galiléia vai desde o aprisionamento de João Batista (Mc.1:14,15) até a primeira multiplicação dos pães (Mt 14:13-21), quando a sua popularidade atinge seu ápice. Em seguida, recusando ser rei (Jo 6:14,15), passou a ser tratado com rejeição.

Outros textos dos evangelhos nos contam a mesma história, que Mateus 9:1-8 e Marcos 2:1-12. Esses três são chamados Evangelhos sinóticos, pois possuíam a mesma visão. Estes textos nos ajudam a compreender melhor que aconteceu, pois cada um narra um detalhe em que o outro não contou. Por exemplo, em Mc 2:3 nos conta que o paralítico foi levado por quatro homens, fato que já não foi relatado nos outros.

Jesus curou um paralítico descido pelo teto da casa na cidade de Cafarnaum(Mc 2:1), logo após ter realizado a cura de um leproso. Ao ver a fé do paralítico Jesus lhe disse: “Filho os teus pecados estão perdoados”. Com estas palavras Jesus chama a atenção para a principal carência do homem – a cura espiritual. O perdão é a maior necessidade do homem, maior do que sua cura física. O perdão dos nossos pecados é o benefício mais importante que Deus pode nos proporcionar. O perdão é a porta para toda a bênção. O perdão é a porta para a bênção nesta vida. O perdão é a porta para a vida eterna no céu. E assim a questão do perdão é o coração do evangelho cristão. Nós não podemos pregar o evangelho sem ao menos compreender o pecado e suas conseqüências.

Existem muitas igrejas que não falam de pecado. Em vez de trazer salvação para as pessoas, elas estão trazendo condenação, pois alimentam o ego delas, fazendo com que elas se sintam bem com Deus sem as confrontarem. Mas não é essa a mensagem do Evangelho.

Todo pecado é contra Deus. Todo pecado é uma violação da lei de Deus. Uma vez que Deus é o ofendido, Ele é o legislador, é o juiz, e só Deus pode perdoar o pecador. Jesus está aqui afirmando ter a autoridade para perdoar pecados. E assim ele está afirmando ser Deus. É interessante notar que Jesus coloca a cura espiritual como prioridade.

Lembremos que Jesus está na fase popularidade, e já começa a chamar a atenção dos religiosos da época: os fariseus, e os escribas. Eles ouviam os seus ensinamentos, não para aprender e sim para criticar, ou encontrar alguma falha. E nesta passagem eles meditando em suas mentes dizendo para si: "Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?" Agora, o que é fascinante nessa passagem é que eles não estavam dizendo isso, eles estavam apenas pensando... Em vossos corações Mc 2:8. Nisto há uma importante lição para nós que todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas (Hb 4:13).

E eles estavam certos em dizer que só Deus pode perdoar os pecados, mas erraram em pensar que Jesus estivesse blasfemando. Eles sabiam disso. Eles conheciam o Velho Testamento bem o suficiente para saber isso. Eles poderiam estar pensando: "Ninguém pode perdoar pecados senão Deus. Por que é que este homem esta falando ao paralítico, teus pecados estão perdoados? Ele não sabe que somente Deus pode fazer isso?" Jesus lê seus pensamentos. Esta é outra marca da onisciência de Cristo. Ele sabia o que se passava na mente das pessoas que estavam ao seu redor. Ele podia ler mentes, pois Ele é Deus. Ele sabe o que se passa em nossas mentes hoje. O que pensamos quando estamos na igreja? O que estamos pensando neste exato momento? Jesus sabe. Ele é Deus.

Em I Samuel 16:07, diz: "O Senhor vê o coração."

I Reis 08:39, diz: "ouve tu nos céus, lugar da tua habitação, perdoa, age e dá a cada
um segundo todos os seu caminhos, já que lhes conheces o coração, porque tu, só tu, és
conhecedor do coração de todos os filhos dos homens. Deus sabe tudo que nós
pensamos.


Mas, para que estes escribas e fariseus tivessem a prova plena e mais absoluta de seu poder divino e de sua Divindade, operou, no mesmo momento, três milagres na presença deles, podendo todos eles ser realizados só por um ser onisciente e onipotente. Estes milagres foram: a remissão dos pecados do homem enfermo; a revelação dos pensamentos secretos dos escribas; a restauração instantânea do paralítico à sua plena saúde.

Em seguida Jesus faz um Teste de autoridade: Qual é mais fácil..? (vv 23) É uma pergunta que não tem resposta, pois as duas coisas são impossíveis de um homem comum fazer, mas Jesus não é um homem comum, ele é homem e Deus ao mesmo tempo. O Senhor Jesus reafirma Sua divindade usando o título messiânico – Filho do Homem. É o título que ele mais usa para Si mesmo. É um título que faz expressão da Sua humanidade.

Para que saibais que o Filho do homem...(vv24) Cristo mostra que tem tanto poder, autoridade para perdoar os pecados quanto para curar as enfermidades. Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa. Imediatamente se levantou... A cura foi completa e instantânea. Os fariseus, que ficaram calados com a pergunta de Jesus, agora é não podiam falar mais nada, pois Cristo demonstrou que podia remover tanto a paralisia espiritual quanto a do corpo. E o homem foi embora glorificando a Deus,atribuindo a Deus o milagre de sua cura.

A multidão ficou assustada com tal acontecimento, e atribui, também, a Deus o milagre. Ela glorificava a Deus e assim devemos nós, mas eles fizeram isso porque temeram a Deus. Espero que tenhamos sempre tal temor de Cristo.

Concluindo

•Que possamos apresentar o evangelho sempre mostrando a real necessidade do homem, que ele é pecador e precisa de perdão para os seus pecados. E junto mostrar que Jesus está pronto a perdoá-lo. (Rm 10:9; I Jo 1:9)

•Que o nosso agir e o nosso pensar seja semelhante ao do Rei Davi quando ele falou no Salmo 19:14 - “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!”

•Que possamos ter sempre o temor do Senhor em nossas vidas.

Servindo com alegria,

Henrique Prudêncio

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