segunda-feira, 30 de agosto de 2010

OS DONS CARISMÁTICOS


      Ninguém pode ignorar a extensão e força do chamado Movimento Carismático. Tendo seu início nas primeiras décadas do século XX, nos EUA, após alguns desgastes iniciais, o pentecosta- lismo passou a ser fenômeno mundial. Cresce na proporção de 13 milhões por ano, ou 35.000 por dia. Devido ao extraordinário crescimento o Pentecostalismo é o maior grupo dentro da chamada t”tradição cristã”, superado apenas pelo Catolicismo Romano. Além disso, a maior igreja do mundo é a do Evangelho Pleno, na Coréia, cujo pastor é David Yong Cho, a qual semanalmente tem uma freqüência de 240.00 nos seus cultos.
      O americano Charles Parham é tido como o pai do pentecostalismo. Parham achava que faltava alguma coisa à cristandade, e através dos escritos de John Wesley e das doutrinas dos muitos grupos chamados Holiness (santidade), ficou convencido de que poderia, mediante uma segunda operação da graça, uma Segunda Bênção, ter poder para viver sem pecado (doutrina do amor perfeito). Parham também se convenceu de que para se obter o revestimento de poder era necessário o Batismo do Espírito Santo. Em seguida ele concluiu que a evidência desse batismo seria o falar em línguas.
     Apesar dos seus ensinos, por algum tempo nem Parham, nem nenhum dos seus alunos conseguiam falar em línguas. Até que, em 1901, Agnes Ozman, uma das suas alunas finalmente falou em línguas. Na mesma semana, muitos dos seus alunos, inclusive o próprio Parhmam, havia falado em línguas. Estava nascido o movimento Pentecostal.
     Os pentecostais originais se dividiram em diferentes grupos desde a sua origem, conservando como marca uma experiência, não em princípios doutrinários. Todos crêem na Segunda Bênção, identificado com o "batismo do Espírito Santo", o qual se manifesta pelo falar em línguas.
     Foi por ter na experiência sua marca distintiva que o movimento pentecostal extrapolou limites denominacionais e eclesiásticos. Por isso, o dia 03 de abril de 1960 ficou como marco do moderno movimento carismático. Nesse dia, o padre Dennis Bennett da paróquia episcopal de São Marcos, na Califórnia, anunciou que tinha recebido a plenitude do Espírito e tinha "falado em línguas estranhas". Deixando aquela paróquia, mudou-se para Igreja Episcopal de São Lucas, em Seatle, que veio a ser um dos principais centro de irradiação do carismatismo para o mundo.
    Pelo que vimos, a base do movimento carismático está na sua compreensão do Batismo do Espírito Santo e na sua forma de evidenciar-se. Comecemos, portanto, pensando no ensino bíblico sobre o batismo do Espírito.


O VERDADEIRO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

            João Batista é quem primeiro fala do batismo no Espírito ( Mt.3:11-12). A partir deste texto e da interpretação que o próprio Jesus faz dele, poderemos chegar a uma compreensão mais segura.
            Antes de saber o que é, vejamos o que não é o batismo no Espírito.

           
Batismo do Espírito ou no Espírito

Em primeiro lugar, notamos que João não apresenta o Espírito Santo como agente batizador. João está dizendo que Jesus iria imergir (batizar) no Espírito os que cressem nEle ( Jo.1:31-33). Em nenhuma parte das Escrituras o Espírito é apresentado como ativo no batismo. Os crentes não são batizados por Ele, mas nEle, por Jesus. É o que Pedro também diz em At. 2:33 sobre o derramar do Espírito.
Pelo paralelo que João faz com o batismo em água, fica claro a ação de uma terceira pessoa no batismo dos que crêem.

Batismo de fogo

Partindo das palavras de João, os carismáticos dizem que o batismo de fogo é o que aconteceu no dia de pentecostes, e que se repete atualmente.
Lendo o verso 12 compreendemos que o fogo fala do juízo de Deus sobre os descrentes, os que não foram imersos no Espírito. Neste verso há dois tipos de pessoas simbolizadas pelo trigo e pela palha. Os úiltimos serão queimados em fogo inextinguível ( Lc.3:17).
Quando Jesus estava falando exclusivamente aos seus discípulos, menciona as palavras de João, mas não fala do fogo (At.1:4-5). Fogo também simboliza o juízo de Deus na citação de Joel, feita por Pedro em At.2:19-20; cf. Jl. 2:28,30,31.
Os carismáticos costumam afirmar que houve fogo no dia de pentecostes, mas não é isso que o texto diz. Lucas fala de línguas como de fogo ( At. 2:3).

Cumprimento da promessa do batismo no Espírito

No texto de Atos, Jesus prometeu o batismo no Espírito como algo a cumprir-se dentro de  poucos dias (At.1:5). Em seguida (v.8), Ele fala do vinda do poder do Espírito, capacitando os cristãos a irem pelo mundo com o evangelho. Essas passagens demonstram dois significados diferentes para um mesmo evento histórico. Este batismo no Espírito, em pentecostes, teve um aspecto visível (manifestação de sinais) e um invisível, interior( capacitação para o cumprimento da missão). Devemos lembrar que este batismo foi um evento singular, histórico, pelo qual a Igreja foi iniciada na terra, e cumprida as profecias do Antigo Testamento. Como Jesus disse, foi um fato que se cumpriu, não que continua se cumprindo hoje.  
Neste aspecto, o batismo no Espírito não se repete, pois o Consolador já veio, conforme prometido. Mas este evento histórico tem seus efeitos duradouros. Assim como o sacrifício de Cristo foi um vez por todas, mas seus efeitos tem valor permanente para todo que crer, assim também, o batismo no Espírito, no dia de pentecostes, foi um fato singular, mas seus efeitos perduram na história. O Espírito já veio e permanece na Igreja de Cristo. Assim ao crermos em Cristo, não precisamos passar por um novo pentecostes, mas ser imergidos no Espírito ( habitados), para, a partir desse momento, fazer parte do Corpo de Cristo ( I Cor.12:12-13). Que o pentecostes não era repetido na Igreja primitiva, fica claro pelas palavras de Pedro, ao relatar o inusitado evento na casa de Cornélio, oito anos após a descida do Espírito, em Jerusalém ( At.11:15-17).
Vale ressaltar que em nenhum lugar do Novo Testamento existe uma ordem de sermos batizados com o Espírito.

CONCLUSÃO
Apesar do pentecostalismo estar fundamentado principalmente no ensino do batismo do Espírito, como uma segunda bênção, evidenciada pelo falar em línguas, descobrimos que esse batismo foi o ato de Cristo, ao enviar Seu Espírito, pelo qual a Igreja foi formada, sendo atualmente o meio pelo qual somos inseridos no Corpo de Cristo (I Cor.12:12-13). Por isso acontece no mo- mento da salvação, não sendo repetido, nem havendo necessidade de ser buscado após a conversão.

Pr. Jenuan Silva Lira

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

“Esperando em Santidade sob o Fogo da Provação”

IGREJA BÍBLICA BATISTA DO PLANALTO
Culto de oração (26.05.2010)
ORANDO EM I PEDRO: “Esperando em Santidade sob o Fogo da Provação”
Pr. Jenuan Lira.

 
CAPÍTULO 1:1-12

 
I. OBSERVANDO O TEXTO

 
A. Saudações (1-2)

 
O autor se apresenta com o novo nome que lhe foi dado por Jesus no primeiro encontro com ele (Jo. 1:42). Seus destinatários são chamados ‘eleitos peregrinos’. Ou seja, são escolhidos, selecionados identificados por serem viajantes, estrangeiros nas várias províncias do império romano.

 
Os cristãos não fazem parte das unidades geopolíticas deste mundo. Somos de outra pátria e pertencemos ao outro Rei (Fp. 3:20).

 
Em seguida, Pedro explica que os cristãos foram selecionados pela determinação onisciente de Deus, por meio da ‘separação’ (santificação) do Espírito Santo, com os seguintes propósitos: obedecer (ouvir com submissão) a Cristo e serem aspergidos (borrifados, molhados) com o Seu sangue, isto é, ser coberto com a proteção do sacrifício de Cristo que nos livra da ira de Deus (Hb. 12:24). O sangue de Jesus foi o selo do pacto da nova aliança, que nos assegura a salvação eterna.

 
B. Ações de Graças pela Viva Esperança (3-12)

 
Pedro inicia louvando a Deus pela Sua misericórdia que O motivou a nos presentear com a regeneração (‘novo nascimento’), cuja finalidade é viver na expectativa da Viva Esperança: a salvação da nossa alma. Essa esperança, assegurada pela vitória de Cristo sobre a morte, é uma herança reservada nos céus, que não se perece, não se contamina, nem perde o seu brilho. Os que tem posto sua fé em Cristo, sem dúvida vão recebê-la, pois são mantidos pelo poder de Deus.

 
Esse deve ser o motivo da nossa alegria, apesar da várias provações que nos entristecem, mas que são a pedra de toque que revelam a autenticidade da nossa fé. Essa fé provada e aprovada resultará em louvor, glória e honra a Deus, na vinda do Senhor Jesus, que apesar de não podermos ver fisicamente, o amamos por causa da fé. Por isso desfrutamos de alegria indescritível e gloriosa, pois sem dúvida alcançaremos a vida eterna.

 
Pedro enfatiza o valor da nossa salvação em Cristo, destacando que os profetas e os anjos ficaram ansiosos para entender as revelações acerca da obra de salvação que seria realizada por Cristo, para benefício dos crentes.

 
II. MEDITANDO NO TEXTO

 
1. Promessas

 
a. Segurança de salvação em Cristo
b. O benéfico certo das provações

 
c. A volta de Cristo para buscar os salvos

 
2. Princípios Eternos

 
  1. Deus nos salvou para sermos obedientes a Ele
  2. A maior alegria do crente deve ser a sua herança nos céus
  3. A escolha para a salvação é um ato livre e soberano de Deus
  4. As provações nos aproximam de Deus
  5. A obra de Cristo é o pagamento da nossa salvação
  6. O salvo é amado por Deus desde a eternidade

 

3. Lições aprendidas

 
a. As tristezas ou expectativas da vida não podem ofuscar minha maior alegria: a
salvação em Cristo.
b. Deus se importa comigo
c. Devo agradecer pelas provações da minha fé

 
4. Aplicações

 
a. Devo confessar a Deus o meu pecado de não ter na salvação minha maior alegria
b. Devo examinar meu coração a fim de entender se as expectativas desta vida estão
maiores do que os valores eternos
c. Devo orar a Deus para que o Espírito Santo me dê alegria na provação

 
III. ORANDO O TEXTO

 
Estes primeiros versículos nos trazem especialmente motivos de gratidão a Deus...

 
1. Por Jesus ter escolhidos os apóstolos com agentes da Revelação de Deus, pela qual
extraimos as doutrinas da nossa fé (Ef. 2:20; Jd. 3)
2. Pela nossa escolha para a salvação, efetuada pela determinação livre e soberana das
Três Pessoas da Trindade.
3. Pela misericórdia do Senhor que não nos deixou receber a condenação que seria o
salário justo dos nossos pecados.
4. Pela obra completa de Cristo, que nos dá a certeza da nossa salvação, autenticada pela
ressurreição.
5. Pela segurança de que Deus nos fará receber nossa herança nos céus.
6. Pelas provações que testam a sinceridade da nossa fé e nos preparam para glorificar a
Deus na vinda de Cristo
7. Pela alegria da viva esperança da salvação que podemos desfrutar já nesta vida
8. Pela honra de termos sido escolhidos para desfrutar de um entendimento pleno da obra
de Cristo de uma maneira que nem os profetas, nem os anjos puderam.

 
IV. TAREFA DE CASA

 
Reserve alguns minutos cada dia para observar, meditar e orar em I Pe. 1:13-25. Siga o modelo que foi dado aqui.

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Como confrontar uns aos outros em amor.


Como confrontar uns aos outros em amor¹.

Texto Mt 18: 15-17

A importância da confrontação em amor descrita nesse texto precisa ser ensinada, aprendida e enfatizada sempre. A principal preocupação que Jesus tem por seu Corpo é a pureza (Ef 5:25-27) e a unidade(Jo 17), pois, o que pode comprometer essa pureza e união é o pecado e o conflito.

Problemas nunca serão resolvidos se os ignorarmos. Muitas vezes o tempo só faz piorar a situação. Se dissermos que o tempo cura todas as feridas, é uma grande mentira, pois o tempo não pode curar feridas espirituais, mas somente a confrontação bíblica pode realizar tal cura.

O Senhor Jesus afirma nessa passagem que a solução para o pecado  o conflito no Corpo é a confrontação. Podemos até achar que a confrontação seja uma atitude repulsiva porque é feita sem amor, mas pelo o contrário, a Confrontação é uma das maneiras mais completas pela qual podemos demonstrar AMOR pelos outros.  Ignorar o pecado no Corpo de Cristo é sempre o caminho mais fácil, mas demonstra uma atitude egoísta, mas se realmente nos importamos pela saúde do Corpo gastaremos o nosso tempo, energia.

Vejamos alguns exemplos que expressa a relação AMOR X CONFRONTAÇÃO:
  • Sl 141.5
  • Pv 9.8
  • Pv 27.5,6
  • Hb 12.5,6

A confrontação não só beneficia o confrontado, mas também aquele que confronta.  Se confrontarmos algum irmão, recebemos a benção e recompensa de agradarmos a Deus pela obediência. Essa ordem de admoestar ou repreender os outros é expressa em vários textos do NT: Rm 15.14; I Co 5; Ef 4.29; 5.11; 6.4; I Ts 5.14; II Ts 3.6-15; I Tm 5.1,2, 20; II Tm 2.14, 25; 4.2; Tt 3.10,11; Hb 3.13; Tg 5.19,20 e II Jo 9-11.

Sendo assim, a confrontação amorosa é FUNDAMENTAL na vida da igreja e ser exortado e exortar deve fazer parte da natureza de cada membro. Mas ela dever ser feita de um modo sábio, pois a confrontação feita de maneira errada faz é agravar o problema em vez de resolvê-lo. Por isso, precisamos estudar de maneira cuidadosa o que realmente Jesus disse nessa passagem.

I) Você é o Tutor do seu irmão

Nesse versículo Jesus usa a primeira pessoa do singular para indicar que cada membro é responsável pela resolução do problema (pecado ou conflito). Deus espera que cada um de nós seja uma sentinela que exorta os irmãos sobre o perigo iminente ( Ez 3.16-21).
II) Quem devemos confrontar?

Jesus fala que devemos confrontar um IRMÂO, aquele que professa ser um crente. I Jo 3.14,15;

III) Que tipo de pecado devemos confrontar?

 Devemos confrontar qualquer ação que é proibida nas Escrituras e que não pode ser ignorada

IV) Como devemos confrontar alguém?

  1. Sem demora
  2. Com um propósito
  3. Verbalmente
  4. Em Particular
  5. Com Relutância
  6. Com Compaixão
  7. Com Brandura
  8. Com humildade
  9. Com Cuidado
  10. Com Oração

V) Por que devemos confrontar

O objetivo da confrontação bíblica é sempre a restauração do ofensor. Com isso ele volta à vida de santidade e a reconciliação com os outros.

¹Resusmo do Cap 8 do livro A vida na casa do Pai,Wayne A. Mack - David Swavely, Ed. Cultura Cristã 

Servindo com Alegria, 

Henrique Prudêncio

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