terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O evangelho segundo Jesus


John MacArthur começa no prefácio, dizendo quanto tempo ele havia trabalhado no livro, e dando uma breve palavra de ênfase que ele não está ensinando a salvação pelas obras, mas a salvação pela graça de Deus. Ele então se explica que irá citar autores como Zane C. Hodges e Charles Ryrie que são do lado errado da questão. Ele os menciona respeitosamente, e menciona ter uma amizade com Charles Ryrie. Ele diz também que ele vai citar os outros, um dos mais notáveis ​​sendo Lewis Sperry Chafer. Ele afirma que seu objetivo final com o livro era para motivar as pessoas ao pensamento e provocá-los a pesquisar as Escrituras para se encontrar a verdade neste assunto de todo o Evangelho.

Na introdução, ele afirma que este livro nasceu de sete anos de estudo sobre os Evangelhos. Ele estudou a forma de como Cristo lidou com as pessoas e o Evangelho que Jesus ensinou, daí o título. Foi através de um estudo da vida do Salvador e do trabalho que o levou às suas conclusões, uma abordagem altamente respeitável. 

Parte I - O Evangelho de hoje: Boas novas ou más? 

Esta parte é apenas um capítulo longo e discute os problemas com os métodos modernos de evangelismo que são totalmente antibíblicos e perigosos. John MacArthur faz uma abordagem respeitosa, e mostra com eles podem ser facilmente descartados. 

Parte II - Jesus proclama o Seu Evangelho.

Essa parte contém vários capítulos; enfocando principalmente a forma como Cristo lidou com pessoas pessoalmente. Ele lida com os temas de novo nascimento, a verdadeira adoração, o coração endurecido, e o jugo de descanso. Esta parte é principalmente um estudo sobre o que Cristo disse e como Ele apresentou o Evangelho. 

Parte III - Jesus ilustra o seu Evangelho 
Esta parte é muito intrigante, pois se envolve em muitas das parábolas do Senhor e procura encontrar o seu verdadeiro significado. Por exemplo, o solo, o joio, etc. Todos estes são ilustrações do caminho do Reino. 

Parte IV - Jesus define Seu Evangelho

Esta é uma boa seção do livro. Aqui é tratado o arrependimento, o julgamento, o custo do discipulado e do Senhorio de Cristo.  Ele vem com as questões do ponto de vista bíblico e, por sua vez, lida com eles. Esta seção é altamente recomendada para estudo. 

Parte V - Apêndices 
Há dois apêndices nesta edição do livro que responder a acusações de que o evangelho que Jesus pregou não foi ensinado pelos apóstolos, um argumento mostrou-se verdadeiramente infundadas, e não pela igreja primitiva. Na seção "Evangelho Segundo o cristianismo histórico" MacArthur cita escritores do século primeiro ao século XX. Há muitos trechos grandes neste apêndice de homens como John Gill, Charles Spurgeon, Thomas Manton, Watson Thomas, Thomas Goodwin, Henry Mateus, Jonathan Edwards e Tozer AW. Este pequeno pedaço é um tesouro em si mesmo. 

Em suma, o livro é uma leitura valiosa, especialmente para aqueles que talvez lutem com a questão do senhorio de Cristo e sua relação com a fé verdadeira e salvadora. Pode às vezes parecer seco para muitos, mas isso é simplesmente porque ele está com um conteúdo bem pesquisado e com uma explicação cuidadosa dos assuntos que estão sendo tratados. As notas de rodapé são quase esmagadora, por vezes, esta é, afinal, um livro escrito por John MacArthur, mas elas também são muito valiosas. MacArthur muitas vezes cita outros autores e idéias e, em seguida, refuta-as com os ensinos claros da Escritura apontando a falácia nas declarações, mas também mantendo o respeito pelo autor que é citado. Uma coisa que eu pessoalmente admiro sobre a abordagem de MacArthur, foi que ele não estava lá para pegar alguém pelo pescoço e provar que estão errados na frente de todos, mas ele estava simplesmente usando seu material de estudo para expor as idéias do outro lado e mostrar aos leitores a partir das Escrituras como eles estavam biblicamente infundados. Eu sinto que eles não foram mal representados no livro em tudo, e eles foram tratados com respeito. 
O livro foi uma grande bênção para mim. Este livro tratou da questão do debate Salvação Senhorio muito bem. E recomendo que todos os crentes em Cristo o leia, pois será de muito valor para seu crescimento pessoal e espiritual.

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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Quem irá?




Quem irá?

Quem irá compartilhar o grande amor de Deus
Que demonstrado foi em uma cruz por Jesus?

Quem irá levar as boas novas de perdão,
De misericórdia, graça e salvação, quem irá?

Quem   irá  cumprir o mandamento do SENHOR
De ir ao mundo para proclamar
O evangelho do Rei Jesus?

Quem  irá ajudar aqueles que desejam ir,
Com corações abertos no contribuir
Ampliando a sua visão do amor?

Quem irá  sair do bom conforto do seu lar
E pra seara  ir trabalhar, quem irá?

Quem irá por gratidão a Deus aqui servir
Pois do inferno já nos resgatou, e preparando está um lindo lar?

Eu irei, eis-me aqui, Senhor, quero te servir
Que eu possa ser um vaso em tuas mãos, usa-me. 

Letra e música: Henrique Prudêncio

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sábado, 6 de outubro de 2012

Fruto do Espírito - PAZ


 
O mundo clama por paz, será possível viver em paz no mundo em que vivemos?  É curioso pensar que o mundo fala tanto de paz, mas prepara-se para guerras; países têm seus arsenais bélicos tremendamente desenvolvidos e muito aparelhados. Que paz seria essa?

Sabemos que o coração do homem é desesperadamente corrupto, perverso, mau (Jr 17.9). Em Isaías 48.22 diz que “Para os perversos, todavia, não há paz, diz o SENHOR.” A falta de paz no mundo é uma consequência dos corações corruptos, recheados de pecados.






Viver em paz é a chave para o nosso testemunho cristão.

 
Então, como viver em paz em mundo onde ela não existe?
Vivemos em paz quando mantemos três relações importantes:

        I.            Paz com Deus (Cl 1.19-20; Rm 5.1)

 

Nossa primeira prioridade deve ser encontrar a paz com Deus. Aqueles que se deleitam na lei de Deus são abençoados. O pecado não só rompe nossa relação com Deus (Isaías 59:1-2), mas também destrói a nossa chance de felicidade real aqui (Sl 1:1-6, Is 57:20-21). 

Deus é fonte da paz, Deus é paz. Quando Adão e Eva viviam no Jardim do Éden, tiveram paz com Deus. Eles andavam com Ele e passaram um tempo com Ele (Gn3.8 a). Mas quando Adão e Eva decidiram pecar confiando Satanás em vez de Deus, a paz que tinham com Ele foi rompida (Gn 3.10 ). Mas Deus queria restaurar a paz que tinha com eles, então Deus prometeu enviar um Salvador para restaurar a paz (Gn 3.15 ). O Salvador que Deus prometeu foi Jesus! Deus cumpriu sua promessa quando enviou Jesus, seu Filho, para a terra. O profeta Isaías chamado Jesus, o Príncipe da Paz (Is 9.6 ). Por isso a PAZ é uma característica do reino do Messias (Jr. 23:6), sua cidade, Jerusalém, é a cidade de Paz.

A Bíblia diz que todas as pessoas pecaram (Rm 3.23 ), e cada pessoa perdeu a paz que Deus queria ter com ele ou ela (Is 57.21 ). Estes não conseguem descansar, estão sempre inquietos como o mar agitado (Is. 57:20). A ideia básica da palavra perverso é sem paz ou descanso. A rebeldia nos faz cansados de alma. O relacionamento com Deus é o segredo da paz, por isso quando o povo perdia sua paz pelo pecado, precisava apresentar um sacrifício Pacífico (Lv. 26:3,6).

 De que maneira obtemos essa paz de Deus? Somente através de Jesus Cristo (Rm 5.1). Somente através do sacrifício de Cristo na cruz é que a ira de Deus foi apaziguada. E passamos de inimigos de Deus para sermos seus filhos. Quando Jesus perdoa nossos pecados somos justificados diante de Deus, a nossa paz com Deus é restaurada!

 
     II.            Paz com outros (Rm 12.18; Mt 5.9)

 

O cristianismo também produz paz com os outros. Ele cria uma relação harmoniosa entre os crentes, e também produz relativa harmonia com os descrentes em torno de nós. Em certo sentido, Jesus não veio para trazer a paz, mas a espada (Mt 10.34-36). Este descreve a luta entre a justiça e o mal. Ele reflete a divisão que inevitavelmente ocorre entre aqueles que procuram agradar a Deus e aqueles que se rebelam contra a vontade de Deus.
Às vezes vamos experimentar conflito com o mundo, no entanto, como regra, obediência ao Senhor irá melhorar todos os nossos relacionamentos (Pv 16.07). 

Assim, os cristãos são exortados a viver em paz com todos os homens (Rm 12:18). Se o evangelho de Cristo pode quebrar o muro de ódio que existia entre judeus e gentios, ele pode resolver todas as dificuldades que existem entre irmãos, se nós seguirmos o padrão bíblico (Efésios 2:13-17).

O povo de Deus deve promover ativamente a paz (Mt 5:9, Tg 3:17-18, 1 Pe 3:10-12). Devemos nos esforçar para viver em harmonia (Sl 133:1; 2 Co 13:11). Temos que procurar manter a unidade cristã (Efésios 4:1-3). Isso não só significa que devemos evitar conflitos e discórdia, devemos também um esforço positivo para a edificação do corpo de Cristo (Romanos 14:19).  Unidade não pode existir onde há egoísmo e orgulho. Se quisermos alcançar a paz com os outros, temos de ter a humildade de Cristo (Fl 2:1-8).

 III.            Paz com nós mesmo (Is 26.3; 32.17; 48.18)

 

 A paz interior é um subproduto de estar bem com Deus e com os outros. O cristianismo proporciona paz com si mesmo, ou seja, uma tranquilidade interior, independente das circunstâncias. No entanto, a paz de espírito é uma qualidade rara no mundo de hoje.  O segredo não é encontrado na leitura de livros de auto-ajuda ou tentando alcançar uma atitude mental positiva. 

Nós alcançamos a paz de espírito, aplicando a palavra de Deus para as nossas vidas (Gl 5:22). Foi esta a paz que Davi pediu para seu filho Salomão ( I Cr. 29:19).  Tranquilidade interior pertence àqueles que confiam no Senhor (Is 26:3, Fl 4:6-7). Contentamento é fruto de uma atitude espiritual (Rm 8:6). A serenidade é o efeito natural de deixar o Deus da Paz governar nossos corações (Cl 3:15). 

Os cristãos devem ser as pessoas mais felizes e mais bem ajustadas no mundo. Podemos enfrentar problemas difíceis, mas a paz de Deus nos permite manter um equilíbrio adequado. A paz não é a ausência de conflito na vida, mas a capacidade de lidar com ela. Através de Cristo, podemos superar qualquer adversidade; podemos nos alegrar, mesmo em face das dificuldades (Rm 8.28).  A paz que Cristo dá é qualitativamente diferente do que o mundo pode dar (Jo 14:27; 16:33).

Conclusão

Que sejamos pacificadores, mesmo que viemos a pagar um alto preço. Seguindo o exemplo do nosso Mestre e Senhor, Jesus Cristo.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

E aí, qual é a sua desculpa?


AS DESCULPAS PARA NÃO ACEITAR JESUS

            Muitas pessoas ficam procurando justificativas para não tomar a mais importante decisão da sua vida: confiar em Jesus como seu único e suficiente salvador.
            Mas, por mais que se esforcem, não poderão jamais ficar à vontade com essa recusa, pois a Palavra de Deus tem resposta para todas as desculpas.

1...ainda não estou preparado (II Co 6.22, Pv 27.1, Hb 4.7).
2...não tenho forças (Is 40.28-31, II Co 12 9-10, Fl 4.13).
3...não sei se ele me aceitará (Jo 6.37, Rm 10.13, Lc 15.11-32).
4...a vida cristã é muito difícil (Mt 11.30, Pv 3.17).
5...primeiro quero viver a vida (Ec 11.9, Lc 12.20).
6...conheço crentes problemáticos (Rm 2.1, Rm14. 4,12).
7...tenho dúvidas sobre Deus (Rm 1.19-20, Sl 8.1-3).
8...acho que o inferno é aqui (Mc 9.43-50, Lc 16.23-26).
9...temo meus familiares e amigos (Lc 9.23-27, 14.26-29).
10...preciso acertar as coisas antes (Mt 11.28-30, Jo 6.37).
11...não sinto nada (Ez 36.25-27, Mc 9.23, Hb 4.7).
12... sou uma boa pessoa (Ef 2.8-10, Tt 3.5, Is 64.6-8).
13...o papel aceita tudo (Rm3.3-4, II Tm 3.16).
14... tenho a minha opinião formada (Pv 12.15, 14.12, 30.12).
15...Jesus está comigo (Jo 15.14, Ap 3.20).
16...gosto da minha vida como está (Pv 14.12, Ec 11.9).
17...é tarde demais para mim (Lc 23. 39-43, Mt 25.46).
18...Deus não mandaria ninguém para o inferno (Rm 6.23, 2 Ts 1:8-9, Jo 3. 3, 3.7, Rm 3.9-26, Rm 6.23, Ez 18.4).
19...nasci nesta religião e morrerei nela (Jo 14.6, Pv 14.12, Jo 14.1-6, 14.16-19).
20...eu sempre fui cristão (Jo 3.1-16, Rm 3.23, Jo 1.12-13, Jo 1.12-13, Rm 3.23, Jo 3.16-19).

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Lembranças


Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios. 
Salmos 103:2

Quem não gosta de ter uma recordação boa do passado, da infância, momentos de alegria, de satisfação?
Quem nunca disse: - Ah como foi bom aquele tempo em que fazíamos isso ou aquilo? Lembranças vêm lembranças e vão.
As lembranças fazem parte de nossas vidas, principalmente àquelas que nos trazem boas recordações, momentos que foram bons e agradáveis e que nunca serão esquecidos. Uma amizade, um fato, um momento que sempre rimos para o ar quando nos lembramos deles.
A nossa vida é uma fonte especial de lembranças. Quando estamos passando por alguma provação devemos lembrar-nos do grande amor de Deus e do seu cuidado. Devemos lembrar que Deus sempre está presente em todas as situações, sejam boas ou ruins. Temos com exemplo, a ação de Deus na vida do seu povo no decorrer da história, que mesmo a infidelidade do seu povo Ele nunca deixou de amá-lo, e esse amor envolvia cuidado, disciplina, provações. São lembranças que nos dá muita esperança.
A Bíblia é uma fonte especial de lembrança para nos regenerar em tempos difíceis. Estamos nós nos lembrando de Deus, em todo o tempo, antes que ocorram as crises, para lhe prestar a devida adoração e, depois de ter cessado a tempestade, agradecer sua mão que nos apoiou?
 A lembrança no agir de Deus na história nos faz percebê-Lo em tempo de angústia e provação. Lembrai-vos das maravilhas que o Senhor tem feito” (I Cr 16:13). Devemos sempre se lembrar do que Deus fez e faz por nós, e dos grandes feitos d’Ele. E juntamente com ela devemos agradecer por tudo que o Senhor tem feito em nossas vidas.
            Na nossa caminhada cristã, mesmo diante de qualquer circunstância, que lembremos o sacrifício de amor de Jesus por nós e lembremos que Deus continua agindo em nossa vida para aprendermos a depender somente Dele.
Servindo com alegria,
Henrique Prudêncio.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Contemplando a glória do Senhor


Is 6.1-8


Vamos abrir nossas Bíblias em Gn 28.10-17. Assim como Jacó não percebeu a presença de Deus, muitas também vezes não a percebemos em nosso viver.  O Senhor está em nosso meio, Ele habita em nós.
Certa vez, O SENHOR apareceu para um homem, e este viu, contemplou a sua Glória. 
Agora vamos ler Is 6.1-8.

Se eu quisesse resumir esta pregação em uma frase, ela seria assim: 

“Contemplar a glória do SENHOR é um dever diário de cada crente”

Por que Contemplar a glória do senhor deve ser a nossa tarefa diária?

Porque quando contemplamos a glória do Senhor nós vemos

     I.        QUEM O SENHOR É: (vv 1-4)

a.    SOBERANO
Isaias vivia em uma época de tensão, pois o rei havia morrido (vv1). A morte de Uzias ocasionou um clima de apreensão e expectativa quanto à mudança de regime. O que viria agora? É o que o povo em geral se perguntava. O rei da nação de Israel estava morto.
Deus concedeu a Isaias uma visão do seu templo celestial.  Isaías viu o Senhor assentado no trono. Isaías viu o Senhor (Adonai), note que a palavra senhor no verso 1 está com o “S” Maiúsculo e restante minúsculo, esta se refere a palavra ADONAI, diferente do verso 3 onde todas estão em maiúsculo, este significando a palavra JEOVÁ (Ex 3.14). A palavra ADONAI tem referencia com SOBERANIA.

Ele viu o Rei dos reis assentado, governando toda a terra. Ainda que um grande rei tenha deixado o seu trono aqui na terra, o maior dos Reis continuava assentado em seu trono celestial.  Ele viu o próprio Senhor Jesus Cristo pé-encarnado (Jo 12.41).

 Agora podemos então entender melhor o versículo 1 – No ano em que perdemos o nosso rei humano, eu vi o verdadeiro REI. O rei humano estava morto, mas a história não depende de reis humanos e sim de uma monarquia absoluta, infinita, soberana, o supremo Senhor, o próprio Deus. O seu reinado é infinitamente superior ao de Uzias.

Não é ótimo saber que quando o mundo parece está acabando, tudo parece esta dando errado, o Senhor está assentado no seu trono governando a terra? Não é bom saber que o Senhor está no controle de tudo?

Deus ainda está lá no trono exaltado, em um alto e sublime trono demonstrando a Sua Majestade, Exaltação, a sua Glória e seu Poder. Sua Majestade e grandeza inspiram reverência e temor. É essa atitude que devemos ter diante do Deus todo-poderoso.
Quando contemplamos ao Senhor vemos quem ele é, sendo Soberano como também Santo.

b.   SANTO

Vemos também os serafins, seres celestiais, adorando ao Senhor, proclamando a sua glória e santidade. Santo, Santo, Santo era o que eles estavam falando uma para o outro, mas por que 3 vezes?

Os judeus tinha uma maneira de falar que, quando o queriam enfatizar algo, eles usavam a repetição. Lembra que quando Jesus queria dizer alguma verdade muito importante, ele dizia duas palavras, quais foram elas? Em verdade, em verdade, quando ele disse isso ele estava afirmando que, pela repetição, o que ele estava para falar era realmente muito importante. Aqui temos os serafins estavam enfatizando a Santidade de Deus.

A santidade de Deus é o atributo mais citado na Bíblia, e o único citado com repetição (vv 3, Ap 4.8). Você não vê na Bíblia que Deus é amor, amor, amor, verdade, verdade, verdade, ou ainda luz, luz, luz. Mas ela fala que Deus é Santo, Santo, Santo. 

Deus é Santo, porque Ele está separado do que é profano. Deus é santo porque Ele é puro.  A Santidade de Deus é incomparável (Ex 15.11), ela é revelada em seu caráter (Sl 22.3), em seu nome (Is 57.15), em sua palavras(Jr 23.9).

Toda a terra está cheia da sua gloria: Fala da glória de Deus manifestada de maneira bem visível na Criação (Sl 19.1; Rm 1.20). Gloria lembra poder, beleza, harmonia, ordem.

Quando contemplamos ao Senhor vemos quem ele é, mas não somente isso, nós vemos:

   II.        QUEM NÓS SOMOS: (vv5)

a.    PERDIDOS
Vejamos a reação de Isaías: perdido Por quê?

1) Era homem de lábios impuros
2) Habitava com povo igual
3) Seus olhos haviam visto o Rei, o Senhor dos Exércitos.

A visão causou um impacto violento no jovem profeta, levando-o a uma profunda convicção de pecado e de indignidade. Achou até que ia morrer.

Outros casos em que a visão do Senhor provocou pesada sensação de indignidade e muita, muita reverência de quem viu:

* Moisés: Ex 3.5-6
*Manoá: Jz 13.22
*Os doze: Mc 4.35-41
* Paulo: At 9.3-6
* João: Ap 1.17-18

Todas essas pessoas tiveram medo de estar na presença de Deus, o mesmo deveria acontecer com cada um de nós. Irmãos, é somente por causa da grande misericórdia de Deus não somos consumidos (Lm 3.22-23).


b.   PECADORES
A visão da Santidade de Deus tocou profundamente o coração de Isaias. E não somente dele, mas de qualquer um que venha a contemplá-la. O “ai de mim” escapa dos lábios, expresso pela contrição resultante do contato entre a perfeição divina e maldade escondida nas profundezas do coração. Todo homem é pecador, “pois todos pecaram...”(Rm 3.23), e esse pecado tem uma consequência: A morte. (Rm 6.23). Somos por natureza filhos da ira, da desobediência (Ef 2.1-3).

A páscoa nos traz a memoria a morte e ressureição do nosso Senhor Jesus Cristo, mas por que ele teve que morrer?

Por causa dos NOSSOS pecados. Cristo morreu pelos meus pecados, pelos seus pecados, pelos pecados de cada pessoa aqui presente. Nossos Pecados crucificaram Jesus. O pecado nos afasta de Deus. Cristo morreu porque Deus é Santo e teve que derramar a sua ira em alguém. Era para ser eu ou você, mas Jesus quis tomar o nosso lugar. Não há maior manifestação da Santidade de Deus do que o Calvário.



Quando contemplamos ao Senhor vemos quem ele é, quem nós somos, mas não somente isso, nós vemos:
  III.        QUAL A NOSSA TAREFA: (6-8)

a.    ARREPENDER-NOS
A sensação de Isaias tinha pleno sentido, pois era realmente indigno de estar ali, e o problema precisava ser resolvido. Isaias confessou que era pecador. Os lábios impuros é uma consequência de um coração impuro (Mt 12.34,35). Ele confessou o pecado específico – lábios impuros. Um profeta é encarregado de transmitir a palavra de Deus, e necessita de lábios puros para anunciar a mensagem santa vinda do Deus Altíssimo.
Talvez você tenha feito como Isaias, sendo servo do Senhor, mas com os “lábios” impuros. Com o coração distante Dele.

Precisamos ter um coração quebrantado e contrito diante da Santidade de Deus. Precisamos sempre fazer uma auto avaliação de como estamos diante de Deus. Se o nosso viver está de acordo com a Santidade Dele.  Quando confessamos nossos pecados temos a certeza de que Deus ira perdoá-los (I Jo 1.9; Sl 32.).
A convicção de Isaías de seus pecados o conduziu à confissão, e a confissão levou à purificação. (vv7)

b.   CONSAGRAR-NOS
Irmãos, precisamos compreender melhor a santidade de Deus. A ausência dessa compreensão é a razão da nossa superficialidade, do nosso egoísmo, da nossa fraqueza e da nossa desobediência. Se não entendemos a Santidade de Deus, nós não entendemos o nosso pecado e suas consequências.

Qual seria a sua reação se fosse você no lugar de Isaias?

Você continuaria a viver da mesma maneira de como vive hoje?

O espírito Santo habita em nós, mas muitas vezes vivemos como se ele não estivesse conosco. Fomos chamados para ser Santos (I Pe 1.1316), somos a nação santa( I Pe 2.9), devemos ter em mente sempre que sem santidade ninguém verá ao Senhor(Hb12.14), e que a nossa santificação é a vontade do pai(I Ts 4.3).

Nossa consagração deve ser diária. A única maneira que um homem está apto para servir a Deus é quando ele está limpo pela graça de Deus. Antes de ministrar os outros devemos, primeiramente, ser ministrados por Deus. Antes de proferir “ais” aos outros, devemos sinceramente dizer: ai de mim! Examine-se o homem a si mesmo (I Co 11.28).
Temos a missão de proclamar o evangelho (Mt 28.19), há uma necessidade enorme de obreiros, e temos a oportunidade de compartilhar as boas novas do evangelho ao mundo, mas, antes, devemos estar aptos para essa  missão e dizer de coração ao Senhor: eis-me aqui, envia-me a mim. Isso é uma consequência da gratidão que leva o pecador, que teve seus pecados perdoados, a querer servir.

CONCLUINDO....

Estamos falando de contemplar a glória do Senhor, mas como isso pode ser feito? Buscaremos uma visão semelhante à de Isaias? Certamente que não.
Podemos contemplar a glória do Senhor através a criação, mas conheceremos melhor a sua glória através das escrituras. É por ela que conhecemos quem Deus é: Santo, Misericordioso, Bondoso, Amor, Onipotente, Onisciente, Onipresente, Luz, Espírito, Criador.
É por ela que conhecemos quem nós somos: Pecadores, rebeldes, fazedores de males, desobedientes. É através dela que vemos a nossas iniquidades (Sl 19.11-14, Hb 4.12). É através de que Deus nos ensina a viver de modo Santo, pois a Santidade é o hábito de concordar com a mente com Deus, de acordo como encontramos Sua mente descrito nas Escrituras.
Que possamos contemplar a glória do Senhor diariamente, lendo, meditando, memorizando, e praticando a sua Palavra. Que o nosso viver seja para glória do Senhor (I Co 10.31). Que possamos ter a consciência da presença o Santo espírito em nossas vidas.


Henrique Prudêncio.

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

COMO A MINHA LEITURA BÍBLICA PODE SER DE MAIOR PROVEITO?




1. Comece a ler a sua Bíblia hoje mesmo.

A maneira de fazer algo – é fazê-la. A maneira de ler a Bíblia é de fato lê-la. Não é simplesmente querendo ou resolvendo, ou ter a intenção ou pensando em fazer. você  precisa avançar um passo a mais. Você tem que realmente ler. Não há nenhuma maneira real, neste caso, como ninguém em matéria de oração. Se você não pode lê-lo por si mesmo, você deve convencer outra pessoa para lê para você. Mas de alguma forma, através dos olhos ou ouvidos - as palavras da Escritura devem passar por sua mente.

2. Ler a Bíblia com um desejo forte de entendê-la

Não pense por um momento que o objetivo é passar os olhos por cima de uma certa quantidade de papel impresso, sem se importar se você está entendendo ou não. Alguns ignorantes parecem imaginar que tudo está bem; se eles avançam muitos capítulos a cada dia, mesmo não tendo a noção do que se trata, e somente sabem que avançaram  umas páginas com o marca-texto ou marcador. Isto é fazer da leitura Bíblia simplesmente uma espécie de rito. Fixe bem em sua mente como um princípio geral, que a Bíblia não entendida – é uma Bíblia que não te ajuda para nada!  Enquanto estiver lendo, pergunte muitas vezes, “De que se trata isto?” . Procure por significado como um homem que procura por ouro.

3.Ler a Bíblia com fé humilde

Abre o teu coração – ao Abrir o Livro de Deus, e diz “Fala Senhor, porque o teu servo está escutando”. Resolva crer implicitamente em qualquer coisa que encontre ali, mesmo que seja contra seus próprios desejos e lhe cause prejuízos. Decida receber de todo o coração cada verdade; que você goste ou não. Tenha cuidado com esse hábito miserável em que caem alguns leitores da Bíblia – Receber doutrinas que lhes são agradáveis, desprezando outras porque lhes condenam ou condenam a um parente, ou a um amigo. Se você ler assim a Bíblia é inútil. Devemos ser juízes do que contém a Palavra de Deus? Sabemos melhor do que Deus?  Fixe bem em sua mente que receberás tudo e crerás em tudo e o que não entendes receberá por fé. Relembra quando oras – que estás falando com Deus, e que Deus te ouve. Porém, recorda, quando estás lendo as Escrituras – que Deus está falando a ti, e não deves “falar” e sim escutar.

4. Ler a Bíblia com um espírito de obediência e aplicação em tua vida

Quando você se sentar para estudar a Bíblia, faça determina que viverás pelas suas regras, descansarás nas suas promessas e agirá de acordo com os seus mandamentos. Considere ao passar por cada capítulo, “Como isto afeta a minha conduta diáriaQue isto me ensina?  É um trabalho pobre ler a Bíblica simplesmente por curiosidade, e com o propósito de especular – para encher a cabeça e armazenar simples opiniões em tua mente, e não deixar que o livro transforme o seu coração e sua vida. A Bíblia melhor lida é a Bíblia posta em prática.


5. Ler a Bíblia diariamente.

Considere como parte dos seus assuntos diários a leitura e meditação em alguma porção da Palavra de Deus. A graça é necessária tanto para nossas almas, como o alimento e o vestuário são necessários para nossos corpos. A comida de ontem não alimentará o obreiro hoje, e a comida de hoje não alimentaria o obreiro amanhã. Faça como os israelitas fizeram no deserto. Recolha teu maná fresco a cada manhã. Escolha o lugar e a hora. Não se apresse na sua leitura. Dê a sua Bíblia o melhor e não o pior do seu tempo e do seu dia. Porém, qualquer plano de sigas, deixe que seja uma regra para a sua vida a visitação do trono da graça e a Palavra de Deus a cada dia.

6. Ler toda a Bíblia – e leia de uma maneira ordenada.

Temo que existem muitas partes da Palavra que alguns nunca leem. Isto é um hábito presunçoso. “Toda a Escritura é útil” (2 Timóteo 3:16). Este hábito sinaliza a falta de crença na verdade, que é tão comum nestes dias. O sistema de ler a Bíblia para alguns é o “abrir e escolher”. Parece que não tem a ideia de ler todo o libro com regularidade e com propósito.

7. Ler a Bíblica com justiça e honestidade.

Determine aceitar tudo o que você leia com o seu sentido óbvio e claro – e, ainda,  considerar toda interpretação forçada com suspeita. Como regra geral, o que um versículo da Bíblia parece dizer  - é o que diz! Esta regra tem muito valor. “A maneira adequada de interpretar as Escrituras é tomá-la como a encontramos, sem nenhuma tentativa de forçá-la a um sistema teológico em particular”.

8. Leia a Bíblia na presença contínua de Cristo.

O grande objetivo primário de toda a Escritura é testificar de Jesus. As cerimônias do Antigo Testamento são sombras de Cristo. Os juízes do Antigo Testamento são tipos de Cristo. As profecias do Antigo Testamento estão cheias dos sofrimentos e da glória vindoura de Cristo. A primeira e a segunda vinda de Cristo, a humilhação do Senhor e Seu reino glorioso; Sua cruz e Sua coroa, brilham em todas as partes da Bíblia. Apegar-te bem a esta pista, se desejas ler bem a Bíblia.

Facilmente poderia agregar mais pistas a estas, se o espaço permitisse. Mesmo que seja poucas e curtas – encontrarás muito proveito se as implementares.

Autor: J.C. Ryle
  

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Tradução livre: Francisco César Rodrigues Pimentel

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