quinta-feira, 13 de agosto de 2009

OBEDECER A DEUS

Lc 2 : 21-38

1 Completados oito dias para ser circuncidado o menino, deram-lhe o nome de JESUS, como lhe chamara o anjo, antes de ser concebido.
22 Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor,
23 conforme o que está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito ao Senhor será consagrado;
24 e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos.
25  Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
26 Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.
27 Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava,
28 Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:
29 Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra;
30 porque os meus olhos já viram a tua salvação,
31 a qual preparaste diante de todos os povos:
32 luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel.
33 E estavam o pai e a mãe do menino admirados do que dele se dizia.
34 Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição
35 (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.
36 Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara
37 e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações.
38 E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

Estudaremos nesse texto atitudes de algumas pessoas que temiam a Deus e obedeciam a sua Palavra. São elas: José e Maria, Simeão, e Ana.


I. UM EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA – JOSÉ E MARIA (vv 21 -24)

Os pais de Jesus obedecem aos mandamentos de Deus, quando o levam, no oitavo dia, para ser circuncidado e depois do período de purificação a consagração do primogênito, de acordo com a lei de Moisés (Lv 12). Sendo judeu, era necessário que Jesus fosse circuncidado, pois Ele é “nascido sob a lei” (Gl 4:4-5). A obediência de José e Maria a Deus é demonstrada, também, ao darem ao menino o nome de JESUS (Salvador), como o anjo havia instruído.

A necessidade de purificação surge pelo fato de a mãe ser, cerimonialmente, impura. Por sete dias depois do nascimento de um menino, e por outros 33 dias ela devia guardar-se de tocar coisas santas e de entrar no santuário, esse era o tempo de purificação (Lv 12: 1-4).

A oferta que eles ofereceram foi a de uma família pobre, pois de acordo com a Lei, se uma família não tivesse muitas posses a oferta seria a de uma par de rolas ou dois pombinhos (Lv 12:8). Vemos, nesse texto, que José e Maria procuravam cumprir os mandamentos de Deus a risca da maneira que Ele ordenou. Deus nos deu os seus mandamentos para que os cumpramos a risca (Sl 119:4).



II. UM EXEMPLO DE CONFIANÇA E ESPERANÇA NO SALVADOR – SIMEÃO (vv 25 - 35)

Simeão era um homem justo e piedoso que confiava na Palavra de Deus. Deus havia dito que ele não morreria antes de ver o Cristo(vv26). E vemos essa promessa se cumprindo no versículo 29. O Espírito habitava nele mesmo antes do pentecostes, e ele era realmente guiado pelo Espírito.

Simeão descreve o propósito da vinda de Cristo no momento em o toma em seus braços(vv 29-32). O modo com que ele falou a Maria mostra que ele possuía uma compreensão do significado das profecias referentes ao sofrimento do Messias(vv 34-35), já fazendo um “aviso” do que iria acontecer com Jesus.

“Para ruína e levantamento” - fala dois grupos de pessoas: os que irão rejeitar a Jesus e cair eternamente. E os que o receberão e estarão para sempre com Deus.



III. UM EXEMPLO DE DEDICAÇÃO – ANA (vv 36-38)


Ana era uma mulher totalmente consagrada ao Senhor, de noite e de dia estava no templo servindo. Provavelmente se tornou viúva muito nova, pois passou apenas sete anos com o seu marido, como naquela época as mulheres se casavam em torno de 14 a 17 anos, ele deve ter perdido o seu marido, provavelmente, aos 24 anos. Após a morte dele, ela dedicou-se a oração e aos jejuns (vv36-37). Ana almejava a vinda do Messias, ela percebeu que Ele havia chegado no louvor de Simeão(vv 29-32), e ela já estava com 84 anos. Quando soube que o messias havia chegado dava graças a Deus e proclamava a notícia aos que esperavam a redenção de Jerusalém. Ana passou cerca de 60 anos se dedicando totalmente a Deus.

Simão e Ana representavam o povo piedoso em Israel, diferente dos judeus de mente carnal, onde faziam as obras para manter a aparência, honrando a Deus apenas com os lábios, mas o coração estava longe de Deus.


E nós?

Temos buscado Obedecer aos mandamentos de Deus como José e Maria?
Temos Confiado nas promessas de Deus, como Simeão?
Temos nos Dedicado ao serviço de Deus como Ana?
Temos orado pelo menos 10% do tempo de oração de Ana?

Que possamos nos dedicar em cumprir os mandamentos de Deus, confiando em Suas promessas, e nos dedicando ao serviço Dele.



Servindo com Alegria,
Henrique Prudêncio.

Read more...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Longanimidade



I - Introdução:

Gl 5:16-23

16 Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.
17 Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.
18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.
19 Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,
20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,
21 invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.


 Reparem que o "fruto" do versículo 22 está no singular, em contraste com as "obras" do versículo 19, que está no plural. O Espírito produz um único fruto, o que significa a unidade das Qualidades Espirituais. Quando realmente andamos pelo Espírito, não iremos ver um pouco, mas todas as partes do fruto do Espírito em nossas vidas. Deus reduz tudo a um denominador comum – o andar pelo Espírito (vv16), o qual produz o fruto. O fruto do Espírito determina o caráter do cristão e cada parte do fruto constitui o padrão que deve ser visto na vida do crente. O fruto do Espírito é extremamente importante. É o indicador de que um homem é salvo (Rm 6:22; Ef 5:9). Se não houver nenhum fruto em sua vida, algo está errado, porque fruto é prova de que Deus está no trabalho, pois o salvo é a habitação do Espírito. Cristo fala que “pelos seus frutos os conhecereis” Mt 7:15-20, se somos Dele, então, devemos apresentar Seus frutos em nossas vidas. Caminhar (VIVER) no Espírito produz frutos.

Já estudamos sobre o amor, alegria e paz, e hoje trataremos de mais uma parte específica do Fruto do Espírito, a LONGANIMIDADE.

Para você o que significa LONGANIMIDADE?

Longanimidade é a capacidade de suportar por muito tempo uma situação desagradável, provocada por alguém, ser TOLERANTE. Na tradução da NVI a palavra que foi traduzida como PACIÊNCIA. O dicionário da Língua Portuguesa afirma que longanimidade é a qualidade de que é longânime. E longânime é aquele que é bondoso, generoso, magnânimo, paciente ou resignado. A palavra longanimidade, traduzida para o português, é formada por duas palavras gregas: “macros” (longo) e “thumos” (temperamento), isto é, ânimo longo. Esta idéia é completamente contrária ao modo de vida “tolerância zero” de muitos hoje. Se o que não possui esta virtude é dito que tem “pavio curto”, então o longânime possui “pavio longo”.

Muitas pessoas nos dias de hoje tem muita facilidade de expressar a falta de longanimidade. São muitas as situações na vida que podem nos causar irritação: A conexão lenta de internet (principalmente na Lan-house onde cada minuto vale dinheiro), a falta de tinta na impressora na hora da impressão de um trabalho que tem que ser entregue daqui a uma hora, a perda de um ônibus, quando já estamos atrasados, andar atrás de uma pessoa que anda bem devagar quase parando quando estamos apressados no centro ou no shopping, entre outras situações.

Veremos exemplos de longanimidade na Palavra de Deus. Primeiramente a longanimidade em Deus e depois na vida crente em Cristo.

II – A LONGAMINIDADE EM DEUS

A longanimidade é um atributo de Deus (Nm 14:18). Deus é longânimo. Antes de levar o pecador ao arrependimento, Deus o suportou muito, usando a longanimidade. Romanos 2:4 nos diz que Deus é paciente, embora haja pessoas que ignora a Sua paciência.

A longanimidade pode ser vista também como misericórdia, pois é por causa dela que não somos consumidos (Lm 3:22-23). A longanimidade Deus está sempre conectada com paciência e misericórdia e deve ser refletida na vida de um cristão. (Ex: Sl 103:8 ; Sl 145:8; Sl 86:15; 2Pe 3.9)

Mas a longanimidade de Deus tem limite para o ímpio, pois Deus exerce a Sua capacidade de suportar ofensas, blasfemas, antes de tirar a vida e destiná-lo ao inferno. (Rm 9.22; 1Pe 3.20)

O grande exemplo de paciência é Cristo. Cristo sendo Deus suportou várias coisas para que o plano de Deus fosse cumprido. Em Timóteo 1:16, Paulo falou de Cristo como exemplo de paciência .O Senhor Jesus suportou Paulo em grande paciência, enquanto Paulo gastou uma parte da sua vida adulta em perseguir cristãos. Mas finalmente Cristo o redimiu para fazê-lo Apóstolo.

II - A LONGAMINIDADE NO CRENTE

Pelo fato de Deus ser longânimo, nós devemos buscar diligentemente exercer a longanimidade, pois ela na vida do crente:

1. É sinal de sabedoria ( Pv 14.29 ); A paciência produz sabedoria, como diz Tiago: justiça de Deus (Tg 1:19-20)
2. Ele será chamado de apaziguador ( Pv 15. 18 )
3. Ele será precioso ( Pv 16.32 ). Salomão disse isso em uma época em que os heróis eram admirados, imagine só é melhor ser longânimo do que ser um herói.
4. É um dos alicerces da comunhão (Ef 4:2-3 ;Cl 3.12-13). Paulo rogava, apelava para que os irmãos suportassem uns aos outros. Quando vemos uma igreja pacífica e saudável durante muito tempo, pode ter certeza de que a longanimidade está sendo aplicada. E o contrário: veneno para uma igreja é a incapacidade dos irmãos de suportarem agressões uns dos outros
A igreja nos proporciona várias situações para exercer a longanimidade, pois:
• Há pecadores
• Há diferentes opiniões
• Há personalidades distintas
Uma característica essencial do espírito cristão é a capacidade de suportar a fraqueza dos outros com longanimidade, que tem por finalidade manter a UNIDADE DO CORPO DE CRISTO.
5. É sinal de Amor (I Co 13: 4,8) Umas das características do amor é ser paciente.
6. É sinal de Perdão (Mt 18: 21-22 ; 23-35) O perdão está muito ligado em manter a união.

Se exercitarmos a longanimidade nas pequenas situações e nas pequenas irritações diárias, sabendo que Deus está no controle de tudo, estaremos preparados para resistir grandes batalhas.

III – Conclusão

Devemos sempre agradecer em nossas orações a longanimidade que Deus teve e tem com a gente. Vimos que o nosso Deus é um Deus longânimo e que devemos nos esforçar em praticar a longanimidade, pois ela é fundamental para: ter um bom relacionamento entre os irmãos, praticar o amor, o perdão.

Que possamos, irmãos, andar sempre no Espírito, para que o Seu fruto seja visto em nossas vidas.


Servindo com Alegria,
Henrique Prudêncio.


Read more...

  ©Template by Dicas Blogger.