quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O que Significa Adoração?


Em muitas igrejas contemporâneas, existe um caos na adoração. A tragédia é tão grande que poucos crentes examinam as Escrituras para encontrar seus preceitos sobre este assunto. Alguns dizem: “Isto parece adoração”; ou: “Isto não é adoração”; ou: “Posso adorar a Deus com esta forma de culto”. Entretanto, tais pessoas estão fazendo um julgamento completamente subjetivo quanto à maneira apropriada de adorarmos a Deus. Mesmo aqueles que examinam as Escrituras freqüentemente já decidiram que tipo de adoração acham adequada e buscam as Escrituras apenas para encontrar textos que apóiam seu ponto de vista. Nesse artigo, consideraremos o que realmente é adoração e como devemos adorar a Deus de uma maneira que O agrade.

O que é Adoração?

A primeira coisa a determinar é o significado da palavra “adoração”. Muitos têm sua própria idéia a respeito do que ela denota; mas precisamos deixar a Bíblia definir o conceito deste vocábulo. Ela o faz de maneira bem específica.

À medida que examinamos as Escrituras, ficamos surpresos com a maneira como elas empregam a palavra “adoração”. A Bíblia está cheia de versículos que vinculam a idéia de adorar à de prostrar-se ou ajoelhar-se diante de Deus. A palavra hebraica Hitawa significa prostrar-se ou curvar-se. Quando examinamos a Bíblia, descobrimos muitos exemplos; “E, imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou” (Êx 34.8); “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou” (Sl 95.6); “Todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo e a glória do Senhor sobre a casa, se encurvaram com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram, e louvaram o Senhor, porque é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” (2 Cr 7.3); “Os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono” (Ap 4.10).

As expressões “encurvaram com o rosto em terra” ou “curvar-se para a terra” está freqüentemente associada à adoração a Deus. Isto não significa que devemos encurvar-nos com o rosto em terra cada vez que adoramos a Deus ou mesmo que isto sempre acontecia em todos atos de adoração mencionados na Bíblia. Essa é uma atitude simbólica; por esta razão, é importante indagarmos o que significa e qual seu propósito.

Essa atitude expressa mais do que uma demonstração de amor por alguém. Se você ama seu esposo ou sua esposa, não se prostra diante dele (a) ou curva-se com o rosto em terra. Ora, a atitude de prostrar-se significa mais do que respeito. Entretanto, por mais que respeite seus superiores no trabalho, você não se lança ao chão diante deles. Prostrar-se diante de alguém significa reconhecê-lo como seu senhor. Você é servo dele, e ele é seu senhor. Ele dá as ordens, e você tem de obedecê-las.

Serviço

Isto nos leva ao segundo aspecto de adoração encontrado na Bíblia — uma associação entre adorar e servir. Tudo que somos e possuímos pertence a Deus; por conseguinte, somos servos dEle. Um exemplo deste conceito acha-se em Mateus 4.10, que relata a ocasião em que Jesus foi tentado: “Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (ARC). Parece, então, que adorar a Deus de maneira bíblica implica em que reconhecemos ser Ele o nosso Senhor e que temos de servi-Lo em nossas vidas. Em resumo, adoração bíblica envolve tanto as palavras quanto a vida. Se quiséssemos uma breve definição de adorar poderíamos dizer: “Adorar a Deus é reconhecê-Lo como nosso Senhor, tanto nas palavras quanto nos atos.

Senhor de Nossa Vida

Isto suscita um interessante detalhe. Existem aqueles que gostariam de fazer da adoração algo puramente intelectual. Mas adoração envolve mais do que palavras e pensamentos; envolve todo o nosso ser, nossas atitudes. Por exemplo, fazer uma contribuição financeira é um ato de adoração, embora nenhuma palavra seja pronunciada por aquele que contribuiu. Ao invés de utilizar palavras, ele está fazendo uma declaração por meio de seus atos. Está dizendo: “Deus é o Senhor do meu bolso, bem como de outros aspectos de minha vida. Ele é o Senhor do meu dinheiro e dos meus bens”.

Outro exemplo das Escrituras encontra-se em Apocalipse 4.10, citado anteriormente: “Os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso”. O que significa a atitude dos anciãos depositarem suas coroas diante do trono? O fato de que eles tinham coroas indica que possuíam alguma autoridade pessoal. Mas o depositarem suas coroas diante do Senhor declara simbolicamente: “Tu és o Rei dos Reis; toda a nossa autoridade submetemos a Ti, pois Tua autoridade é superior”. Portanto, a adoração deles, nesta ocasião, pelo menos envolvia uma ação que transmitia um significado específico. Um exemplo ainda mais significativo encontramos em Maria, a que ungiu os pés de Cristo com precioso bálsamo, enxugando-os com seus cabelos. Ela não pronunciou qualquer palavra, mas sem dúvida aquele foi um ato de adoração.

Palavras são Insuficientes

De fato, a adoração que consiste apenas de palavras é algo abominável a Deus. Em Isaías 29.13, Ele afirma: “Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens”. Nossa adoração for-mal aos domingos é uma mentira, se Deus não é verdadeiramente o nosso Senhor durante o restante da semana.

Em resumo, a Bíblia sempre utiliza o vocábulo “adoração” no contexto de prostrar-se diante de Deus, quer literal, quer simbolicamente. A adoração bíblica não é apresentada como algo apenas intelectual ou verbal, mas como uma atitude de todo o nosso ser. Pode não envolver palavras, mas sempre tem o significado de exaltar a Deus como Senhor.

Louvor: Outro Lado da Moeda

Hoje costumamos utilizar a palavra adoração para abranger tudo que ocorre nos cultos públicos. Conforme já vimos, a Bíblia a emprega de maneira bem mais específica, porém ela também utiliza outros vocábulos, dentre estes o mais comum é “louvor”. Se adoração transmite a idéia de nos prostrarmos ou nos curvarmos diante de Deus, louvor fala de nos levantarmos perante Ele. Quando louvamos, erguemos nossas cabeças e cantamos ou damos graças a Deus por aquilo que Ele é e tem feito.

Podemos encontrar essas duas idéias unidas no mesmo versículo: “E todo o povo respondeu: Amém! Amém! E, levantando as mãos, inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra” (Ne 8.6). Observe que eles louvaram erguendo suas mãos e proclamando o “amém”; e adoraram inclinando-se com o rosto em terra. Em 2 Crônicas 7.3, essas duas idéias estão apresentadas na ordem inversa: “Os filhos de Israel... se encurvaram com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram, e louvaram o Senhor, porque é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre”.

Música e Cânticos

Em nossos dias, o louvor está associado à música e aos cânticos. Às vezes, nas Escrituras o louvor é algo barulhento, envolvendo freqüentemente o uso de instrumentos como uma parte importante.

1 Crônicas 23.5 declara: “Quatro mil porteiros e quatro mil para louvarem o Senhor com os instrumentos que Davi fez para esse mister”. Também lemos em 2 Crônicas 30.21: “Os levitas e os sacerdotes louvaram ao Senhor de dia em dia, com instrumentos que tocaram fortemente em honra ao Senhor”. A idéia de louvar a Deus erguendo a voz e utilizando instrumentos para chamar atenção ao que Ele havia realizado era uma parte central da adoração do Antigo Testamento.

Embora não haja menção de instrumentos musicais na adoração do Novo Testamento, pode- mos encontrar ali a mesma idéia de vozes sendo erguidas em louvor e oração a Deus. Por exemplo, em Atos 4.24, os crentes reunidos, “unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há”. E o apóstolo Paulo instruiu os crentes de Colossos a ensinarem e aconselharem uns aos outros “com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Cl 3.16).

Portanto, adoração, de acordo com as Escrituras, significa prostrarmo-nos e reconhecermos o senhorio de Deus, enquanto louvor transmite a idéia de levantar nossas cabeças a Deus, proclamando alegremente quem Ele é e o que tem feito por nós.

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Ciência e Fé...se misturam?




 Prof. Adauto Lourenço

Uma das quatro palestras incluidas no DVD "Design Inteligente". O Prof. Adauto Lourenço esclarece de forma simples, didática e cativante que não há uma dissociação entre fé e ciência, usando como base as propostas da teoria do design inteligente. Antes, ele mostra como ambas caminham juntas, e como a boa ciência jamais contradiz o que já foi revelado nas Escrituras. Gravado ao vivo na Conferência Fiel para Jovens de 2005.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Chamada de Isaías


Resumo
A pregação analisa a visão que Isaías teve do Senhor, sentado em um alto e sublime trono. Embora outras pontos sejam tratados, o foco se concentra na reação de reverência e convicção de pecado que se apoderou do jovem profeta.

Isaías 6.1-8

1 No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo.
2  Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava.
3  E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.
4  As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.
5 Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!
6  Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
7  com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.
8  Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.


v.1:
Época: aproximadamente 740 aC
Parece que ele teve uma visão do santuário celestial, com a própria TRINDADE presente.
O Senhor: Quem era? Jo 12.41: o próprio Senhor Jesus pré-encarnado.
Trono, abas que enchiam o Templo (ou palácio): tudo fala de MAJESTADE.

v.2:
serafins: somente aqui na Bíblia. No hebraico fogo, algo flamejante.
rostos e pés: semelhança com seres humanos.
cubria o rosto: talvez achando indigno ficar com o rosto descoberto na presença do Senhor
cobria os pés: talvez por ser a única parte do corpo constantementesuja
seis asas... com duas asas voava: grande mobilidade

v.3
Clamavam uns para os outros: culto celestial com na presença do próprio Senhor.
Santo, Santo, Santo: Três vezes: sugere Trindade
Enfatiza a SANTIDADE de Deus, talvez o atributo mais importante dEle.

toda a terra está cheia da sua gloria:
Falam da glória de Deus manifestada de maneira bem visível na Criação.
Gloria lembra poder, beleza, harmonia, ordem.

Em nossas orações, é importante realçar esses dois aspectos de Deus: os atributos pessoais e o relacionamento dEle com o Universo, especialmente com os homens.

v.4
O lugar tremeu: poder dos serafins que falavam
fumaça: talvez incenso. Tudo ali dava idéia de REVERENCIA, de algo grandioso.
Lembra Monte Sinai: Ex 19.18 -  tremor e fumaça.

v.5:
A reaçao de Isaías:
perdido: no hebraico, desfeito, liquidado. Por que?
1) Era homem de lábios impuros
2) Habitava com povo igual
3) Seus olhos haviam visto o Rei, o Senhor dos Exércitos.

A visão causou um impacto violento no jovem profeta, levando-o a uma profunda convicção de pecado e de indignidade. Achou até que ia morrer.

Outros casos em que a visão do Senhor provocou pesada sensação de indignidade e muita, muita reverência de quem viu:
* Moisés: Ex 3.5-6
* Paulo: At 9.3-6
* João: Ap 1.17-18

Exemplo de reação parecida, mesmo não sendo resultado de uma visão gloriosa de Deus, mas diante de Jesus encarnado, após milagre dEle: Pedro, em Lc 5.1-11

Existe a idéia de que quanto mais espiritual e mais perto de Deus, mais se demonstra euforia na adoração, com pulos, gingado, gritos. Idéia falsa.
Não estou dizendo que crente deve adorar de modo tristonho e cabisbaixo.
Sei que a Bíblia manda louvar a Deus com música, instrumentos, até com címbalos retumbantes.
Mas toda essa alegria deve ser externada de tal forma a demonstrar, ao mesmo tempo, uma atitude de reverência e respeito.
Em muitas igrejas chamadas evangélicas é comum o louvor ultrapassar a fronteira de uma alegria respeitosa e invadir o terreno do irreverente e carnal.

Voltando: Deus não disse:
“O que é isso, Isaías? Você é um rapaz bom, não seja tão exigente consigo mesmo”.
A sensação dele tinha pleno sentido, pois era realmente indigno de estar ali e o problema precisava ser resolvido.

v.6-7
com a brasa tocou a minha boca: Idéia de purificação no local que era impuro.
... e perdoado o teu pecado.  Duas coisas:
1) Deus está sempre pronto para perdoar o pecado de quem reconhece e se arrepende.
2) Necessidade de purificação para servir a Deus.

Agora Isaías estava pronto para a imensa tarefa que lhe aguardava.

v.8:
A chamada e a resposta:
Depois disto: enfatiza a necessidade de tudo aquilo ter ocorrido antes.
...voz do Senhor: At 28.25-26 sugere que era o próprio Espírito Santo.
A quem enviarei, e quem há de ir por nós?
O assunto era o envio de alguém para uma certa tarefa.

Observe:
1) Deus não impõe a Isaías (como fez com Jeremias, em Jr 1.5).
Talvez para dar a ele a oportunidade de se oferecer.
Certamente que por trás de tudo estava a mão de Deus, dando vontade no coração de Isaías para se oferecer.
Observe os elementos divino e humano trabalhando juntos naquela chamada.
Analogia com:
a) Salvação: Deus dá a , mas o homem aceita e sente-se tomando a decisão por vontade própria e sã consciência. E quem rejeita será responsabilizado porque não quis.
b) Chamada para o ministério: Deus coloca no coração, mas deixa que a pessoa tome o passo voluntariamente.

2) enviarei: singular. ... por nós: plural.
Idéia de unidade e de pluralidade: TRINDADE: um Deus, em 3 Pessoas.

eis-me aqui: Identifica-se, mostrando presença.
envia-me a mim: Além de mostrar-se presente, revela disposição de SERVIR!
Pensando bem, o que teria adiantado dizer Eis-me aqui, mas manda Miquéias?

Que belo exemplo: oferece-se voluntariamente, sem nem saber o que iria fazer.
Deus precisava? Ali estava ele!

É difícil encontrar hoje nos crentes PRESENÇA e DISPOSIÇÃO DE TRABALHAR.
Se houvesse ao menos a presença!
Uma vez, ao preparar uma pregação, me surpreendi orando quase apenas para que os crentes fossem ao culto e ouvissem a mensagem.
Lembrei então de pedir a segunda parte: que se dispusessem mais a servir a Cristo.

Um desafio para você, que ouve esta pregação: jamais se contente apenas  com a sua presença nos trabalhos da sua igreja.
Ofereça-se! Mas para fazer o que?”
Para o que Deus tiver reservado especialmente para você: pregar, ensinar, evangelizar, escrever, distribuir o que outro escreveu, cantar...
Ah, como são poucos os crentes presentes e disponíveis hoje!

Termino lembrando: Deus é soberano, mas não força o coração.
Ele Se deleita em ver o salvo voluntariamente se entregando ao trabalho de Cristo.
Na próxima semana veremos o que seria o trabalho de Isaías e o resultado.

Ate , fique pensando: você está pronto para ser mais presente no trabalho de Deus e se oferecer para trabalhar mais para Ele?

                                              - Amém -   


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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nosso Deus Real

Pregação do dia 07.11.2010


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