quarta-feira, 22 de setembro de 2010

As seis principais faltas do evangélico Neo-pentecostal

 O que distingue o “evangélico” moderno do crente verdadeiro?   O que é, ou como é, o evangélico neo-pentecostal?

Falta de senso crítico. O neo-pentecostal dá crédito fácil à mentira. Ele aceita com facilidade qualquer invenção que aparece sem questionar nada, bastando apenas que o líder diga tudo com ares de autoridade e com alguns “aleluias”. (At 17.11; Ef 4.14-15)

Falta de disposição para aceitar a correção. É inútil mostrar biblicamente ao neo-pentecostal que ele está errado. Ele dirá que a Bíblia pode ser interpretada das mais variadas maneiras e desprezará todas as evidências da Palavra de Deus que militem contra suas crendices (2 Tm 3.8; 4.3-4)

Falta de interesse no estudo bíblico sério e profundo. O neo-pentecostal é um grande ignorante da Palavra de Deus. Ele não vê o estudo teológico como algo importante. Geralmente ele diz que estudar a Bíblia ou a teologia é uma prática carnal. Para fundamentar essa crença, é usado 2 Coríntios 3.6 (entendem que a frase “a letra mata” é uma censura de Paulo contra o estudo!!!). O que existe na verdade é uma imensa preguiça intelectual e uma falta absoluta de interesse pelo que Deus ensina em sua Palavra. Assim, não há ênfase na pregação e no estudo sério das Escrituras no meio neo-pentecostal. A ênfase maior é no louvor, nas supostas curas, nas expulsões de demônios, nos cultos de libertação e coisas do tipo.(1 Co 1.21; 1 Tm 3.15; 2 Tm 2.15)

Falta de história de conversão. Os neo-pentecostais não têm uma história de conversão (1 Co 6.9-11; 1 Ts 1.9-10). Se forem questionados sobre como ou quando se converteram, dirão geralmente que foram numa determinada comunidade e ali viram curas ou alguma outra coisa que os impressionou; dirão que o pastor adivinhou algo sobre a vida deles ou que os problemas que tinham começaram a desaparecer, levando-os a se firmar na igreja. Nada dizem sobre arrependimento pessoal, confissão de pecados, perdão, novo nascimento ou outras coisas próprias da conversão. Talvez o maior problema do neopentecostal é o fato dele não ser um crente verdadeiro (2 Co 13.5;).

Falta de vida cristã exemplar.
O neo-pentecostal tem um testemunho de vida moral horrível. Ele não se preocupa com a santidade, o viver separado do mundo ou o imitar Cristo. Aliás, é exatamente o contrário disso que é estimulado, sob a justificativa de que igualar-se ao mundo vai atrair os descrentes para a igreja (é por isso que os cultos neo-pentecostais são mais parecidos com shows. Veja Hb 12.28-29). Essa falta de preocupação com o viver cristão é substituída pela preocupação com o bem estar físico e financeiro e com a busca de experiências místicas, fortes emoções e entretenimento (veja Tg 4.9-10) como espetáculos musicais, shows e passeatas. (2 Co 6.14-15; Tg 4.4; 1 Jo 2.3-6)

Falta de compromisso com a igreja local.
As reuniões neo-pentecostais são marcadas por um constante vai-e-vem de centenas e até milhares de pessoas. A cada dia o auditório muda. Não há membrezia. A maior parte dos freqüentadores não se conhece devido à grande rotatividade de gente que entra e sai. O pastor não tem um rebanho em que ele conhece cada uma das ovelhas, acompanha-as, disciplina-as quando necessário e se sente responsável por elas. Isso faz com que as igrejas neo-pentecostais se tornem o paraíso daqueles “crentes” que não dão certo em igreja nenhuma e que não querem ter compromisso com nada. (Hb 10.25; 1Jo 1.7).

Como Deus tem usado o movimento neopentecostal para atingir seus propósitos?

A criação de uma forte insatisfação nos convertidos verdadeiros. Como as igrejas neo-pentecostais não oferecem nada que realmente dê vigor espiritual, os verdadeiros convertidos dentro dessas igrejas, depois de algum tempo, começam a se sentir famintos de algo mais sólido e verdadeiro. Essa fome geralmente é acompanhada de comparações entre o que a Bíblia diz e o que os líderes falam, o que geralmente faz com que esses crentes comecem a ser desprezados e perseguidos. Diante disso tudo, tais pessoas se vêem forçadas a sair em busca de uma igreja séria.(Jo 10.2-5)

A oportunidade de purificação das igrejas genuínas. As igrejas neo-pentecostais têm oferecido tudo aquilo de que os falsos crentes gostam (paz com o mundo, superstições, promessas de prosperidade, falta de compromisso). Isso atrai para elas todo o “joio” que há nas igrejas bíblicas. Desse modo, tirando proveito das astúcias de Satanás, Deus tem trabalhado na edificação de uma igreja mais livre de lobos fantasiados de ovelha. (1 Jo 2.19).

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Alcançando o inalcançável

Alcançando o inalcançável
Mauro Clark

Quem já pregou o verdadeiro Evangelho, enfatizando a salvação somente pela fé em Jesus Cristo, em algum momento deve ter ouvido algo do tipo: "E como ficam os índios, que nunca tiveram contato com a Bíblia? Isso não é justo!"
Embora o contra-argumento não seja tão simples, a maneira mais segura é se concentrar no poder de Deus para atingir a quem Ele quer, seja numa tribo das profundezas da floresta amazônica ou num remoto iglu na gelidez do Pólo Norte.


Meu propósito aqui é simplesmente lembrar que a própria Bíblia fornece um exemplo que bem ilustra uma situação em que Deus agiu para alcançar um homem numa situação altamente improvável.


Trata-se da conhecida história relatada em At 8.26-40, em que um oficial etíope, que tinha ido adorar a Deus em Jerusalém, inicia sua viagem de retorno à África. Ali estava um cidadão bem intencionado, piedoso, voltando de sua peregrinação à cidade santa. Por todas as evidências, aquela carruagem transportava um homem perfeitamente em paz com Deus. Mas o Deus que vê coração sabia que aquela alma precisava da salvação em Cristo.


O problema é que o oficial não estava entrando em Jerusalém, onde poderia encontrar alguém para lhe pregar a novidade do Evangelho. Mas ele estava saindo de Israel, para se embrenhar na ar idez africana. Como poderia ouvir de Jesus Cristo fechado numa carruagem em plena estrada deserta? Isso é contra todas as probabilidades! Mas o Deus dos impossíveis providenciou Filipe para falar de Cristo àqueles ouvidos ansiosos pela Verdade.

Deus é o mesmo hoje. Do alto da sua sabedoria e poder, Ele tem infinita criatividade para elaborar meios de levar a salvação em Cristo para quem, por quem, quando e onde Ele quiser. Louvado seja esse Deus!
E da próxima vez que alguém argumentar com você sobre o "coitado" do índio, além de contar a história do etíope e de Filipe, você bem poderia arrematar: "E tem mais, amigo: você não é índio. É melhor se preocupar com a própria alma e correr para Cristo!"

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Jesus, O Senhor do sábado.


Jesus, O Senhor do sábado.
O entendimento correto das Escrituras nos ajuda a compreender a vontade de Deus.


Lc 6.1-5

Novamente vemos o Senhor Jesus sendo acusado pelos fariseus de estar fazendo o que não é permitido, segundo as regras que eles criaram. Fico pensando sobre o por que  os fariseus criaram tanto ódio por Jesus. Gastavam tanto tempo  perseguindo-o para achar  alguma falta na qual eles pudessem acusá-lo. Mas, Jesus sendo perfeito, não tinha do que ser acusado, pois ele é perfeito em seu modo de viver,  Ele é Deus. Jesus veio combater o erro que eles pregavam, falando e ensinando a Verdade, a Palavra de Deus( Jo 17.17). É por isso que ódio que eles tinham por Jesus só aumentava.
                                        
Agora, vemos Jesus e seus discípulos andando no campo colhendo espigas. E o que eu acho interessante é que os fariseus apareciam do nada. Como se estivessem escondidos esperando alguma oportunidade para falar. Nesta situação, onde eles estão colhendo espigas e comendo, os fariseus chegam logo fazendo uma acusação:

Por que fazeis o que não é lícito aos sábados?

Por que não era lícito?
O que havia de errado em colher espigas e comer num sábado?
Os discípulos de Cristo estavam realmente errados em colher as espigas?

Em Dt 23.25 Deus dá uma provisão para os viajantes, e era exatamente isso que os discípulos estavam fazendo. No livro de Mateus acrescenta que eles estavam com fome. Devemos lembrar que os discípulos deixaram tudo para seguir a Cristo. Então o que eles fizeram era lícito perante Deus.

Para os fariseus, o erro estava em fazer algo no dia de sábado, porque eles entendiam mal o quarto mandamento(Ex 20.8). Eles acrescentaram várias outras coisas que, para eles, era proibido fazer  no sábado.  

Podemos dizer que os fariseus eram:

  1. Legalistas

Pois criavam regras que  nem eles podiam cumprir. Fazendo que o povo judeu sentisse um fardo enorme tendo que cumprir essas regras (Mt 23.2-3). Podemos dizer na linguagem de hoje que eles engoliam um elefante e se engasgavam com um mosquito. O dia do sábado, para eles, era a personificação absoluta do seu sistema legalista.

  1. Sem misericórdia

Qualquer um que fosse pego descumprindo as suas regras já era condenado de violar o sábado. Temos um exemplo em João capítulo 5.5-11, onde Cristo curou um homem que estava paralítico já fazia 38 anos. Jesus disse: levanta-te, toma o teu leito e anda.  O homem obedeceu ao que Cristo tinha ordenado, tomou o seu leito e andou, mas quando fez isso os judeus em vez de se alegrarem com o milagre, o acusam de violar o sábado(vv10). Mesmo diante do argumento dos judeus, o homem reconhece que aquele que o curou era maior que o sábado, dizendo: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda (vv11). É como se ele estivesse pensando: Se o homem que me curou tem poder sobre a doença, a autoridade dele é maior do que a tradição de vocês. Mas o problema real  está no versículo 16, onde os judeus perseguiam Jesus porque ele fazia coisas no sábado. Curar uma pessoa no sábado era uma coisa terrível para os judeus.


  1. Sem o conhecimento correto das Escrituras

Voltando ao nosso texto, Jesus combate os erros dos fariseus usando as Escrituras (vv 3-4). Nem ao menos tendes lido...?   Não lestes...? (Mt 12.3) ou não leste na lei...?(vv5)   Nunca leste...? (Mc 2.25).  Os fariseus deviam ficar com mais raiva, pois eles decoravam o Antigo Testamento, e com certeza já tinham lido a passagem que Cristo citou, porém eles não tinham entendimento. Jesus usou como exemplo o rei Davi, o homem segundo o coração de Deus, o herói dos judeus para confrontá-los e ensiná-los o verdadeiro significado do sábado.  A transgressão do rei Davi para com a lei cerimonial, onde os pães só podiam ser comidos pelos sacerdotes, foi permitida por causa da necessidade, pois ele e seus companheiros estavam com fome e poderiam até mesmo morrer se não comessem, vemos isso em I Sm 21.1-6. Jesus fala, também, no evangelho de Marcos que Davi fez o que não é lícito quando se viu em necessidade e teve fome (Mc 2.25-26). A misericórdia e a compaixão são muito mais importantes do que a cerimônia, muito mais importante do ritual. Davi foi autorizado a violar a lei divina para cumprir a verdadeira lei da misericórdia. Certamente, Jesus e os discípulos poderiam violar uma lei humana para cumprir a verdadeira lei da misericórdia.

Em Mt 12.5, o Senhor Jesus dá outro exemplo, os sacerdotes. Por causa das obrigações do templo, os sacerdotes trabalhavam no sábado e não eram condenados por causa disso. Eles acendiam as fogueiras para fazer os holocaustos, matavam os animais. Diante destas duas perguntas os fariseus ficaram em silêncio, não tinham o que responder. Novamente Jesus declara que eles não entendem as escrituras citando Os 6.6: Misericórdia quero e não holocaustos.(Mt 12.7)

O sábado era para ser um dia de alegria, foi feito para o  homem (Mc 2.27), deve ser um dia de descanso, recuperação, restauração, adoração. Mas os fariseus e escribas hipócritas tinham desenvolvido todos os tipos de coisas para fazer do Sábado o pior de todos os dias, por causa de suas tradições. Cristo combate o ensino deles mostrando que um ato de misericórdia é superior a um ato cerimonial.

Jesus afirma a sua divindade usando o título messiânico Filho do Homem, o seu preferido, para mostrar a sua autoridade sobre o dia de sábado. O sábado foi instituído por Deus. Ele criou o sábado. Ele sabia o que podia fazer.


APLICAÇÕES...

O nosso maior exemplo de vida é o Senhor Jesus Cristo, sempre usando as Escrituras. Tendo-a sempre em Sua mente, para ser usada em todas as situações. Assim como Jesus veio combater o erro com a verdade, nós devemos fazer o mesmo. Proclamando a verdade, a Palavra de Deus, e combatendo os falsos ensinos. Mas, para isso, devemos primeiramente ler, estudar, e aplicá-la em nossas vidas.

Como vamos combater as falsas doutrinas se não conhecemos a Verdade?
Pense um pouco, quanto tempo você tem como uma nova criatura? Um ano, dois, cinco?
O seu conhecimento bíblico é proporcional a este tempo?
Se não, você vai apenas balançar a cabeça e continuar do mesmo jeito?

Nunca devemos estar satisfeitos pelo o tanto que conhecemos da Bíblia, pois sempre terá algo para se aprender. Esdras, que era escriba, ou seja, conhecia muito bem a Lei do Senhor, tomou a decisão de buscar, para cumprir e só depois ensinar a Lei do Senhor em Israel(Es 7.10). Charles H. Spurgeon, considerado o príncipe dos pregadores, fala um pouco da sua experiência de pregar a Bíblia:

Depois de pregar o evangelho durante quarenta anos, e imprimir os sermões que preguei durante mais de trinta e seis anos, chegando agora a 2200 sermões, feitos em semanas sucessivas, ganhei o direito de falar sobre a superabundância e riqueza da Bíblia como o livro do pastor. Irmãos, ela é inesgotável. Se permanecermos junto ao livro sagrado não teremos nenhum problema de frescor nos textos. Não há dificuldade alguma para encontrar temas totalmente distintos daqueles que tratamos antes; a variedade é tão infinita quanto a plenitude. Uma longa vida será suficiente apenas para margear as costas desse imenso continente de luz. Em meus quarenta anos de ministério só toquei a orla da veste da verdade divina, mas quanta verdade fluiu dela! A Palavra é como seu Autor, infinita, imensurável, sem-fim[1].

 Portanto irmão, conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor(Os 6.3). Esta dever ser a nossa principal tarefa  a cada dia.

Juntamente com isso, precisamos orar. Pedindo a Deus mais entendimento para compreender a Sua Palavra. O Espírito Santo, que habita em nós, nos ajudará a entender o livro que Ele mesmo escreveu. É um privilégio termos o melhor professor junto de nós. Privilégio este que muitas vezes não damos o devido valor. Devemos pedir para que o Santo Espírito ilumine as nossas mentes, e abra os nossos olhos para vermos o que Deus quer para nossas vidas. Para que não sejamos como os fariseus, sabiam algumas coisas sobre Deus, que Ele é Santo, Justo, Misericordioso, mas não tinham comunhão com Ele. Suas vidas não condiziam com Deus.

Através da Bíblia aprendemos mais sobre Deus, pois Ele se revela nela. Aprendemos a ser mais misericordiosos, a ter uma vida santa que venha realmente agradar a Ele. Somente através das Escrituras poderemos saber qual é a  boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2).

Servindo com alegria,
Henrique Prudêncio.


[1] C. H. Spurgeon, Preparado para o combate na Fé – As armas do ministério, Shedd Publicações

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