terça-feira, 31 de maio de 2011

Chaves para o Crescimento Espiritual


Chaves para o Crescimento Espiritual





A vida resulta em crescimento. Vida espiritual re­sulta em crescimento espiritual. Ou, pelo menos deveria ser assim. Você' está crescendo? Se não estiver crescen­do, ou não estiver satisfeito com o seu índice de cres­cimento, este livro é para você!
Esteja certo de que Deus deseja que todo o crente atinja a maturidade espiritual. Sua Palavra nos ordena. "Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo..." (II Pedro 3:18). É esta a nossa obrigação e nosso privilégio. A cada dia, pode­mos progredir em nossa vida espiritual, prosseguindo num conhecimento mais pleno, mais alto, mais pessoal e experimental de Deus e de Cristo. Podemos passar da Palavra de Deus para o Deus que a escreveu, conhecendo-o mais de perto. Descubra, porém, que muitas pessoas tem idéias erradas quanto ao que envolve este assun­to importantíssimo.
·       O crescimento espiritual não tem nada a ver com a nossa posição em Cristo, Deus nos vê através de Seu Filho como se já fossemos perfeitos. Somos completos nEle, conforme Colossenses 2:10. Foram-nos dadas "to­das as cousas que conduzem à vida e à piedade" (II Pe­dro 1:3). Somos novas criaturas (II Coríntios 5:17).
·        O crescimento espiritual nada tem a ver com o favor de Deus. Deus não nos ama mais à medida em que nos tornamos mais espirituais. Às vezes os pais ameaçam seus filhos: "Se você fizer isso, Deus não vai mais gos­tar de você". Que ridículo! O amor de Deus não é con­dicionado ao nosso comportamento. Quando ainda éra­mos fracos, injustos, pecadores e inimigos (Romanos 5:6-10), Deus provou Seu amor por nós enviando-nos Seu Filho para morrer pelos nossos pecados. Deus não nos ama mais apenas porque crescemos.
·        O crescimento espiritual nada tem a ver com o tempo. Não se mede crescimento espiritual pelo calendário. É possível uma pessoa ser cristã durante meio século e ainda permanecer um bebê espiritual. A revista Time fez uma reportagem sobre uma pesquisa realizada entre universitários que freqüentaram a Escola Dominical durante muitos anos. De acordo com eles, Sodoma e Gomorra eram amantes, os Evangelhos foram escritos por Mateus, Marcos, Lutero e João; Eva foi criada de uma maçã, e Jezabel era a jumenta do rei Acaz. Talvez pessoas aposentadas respondessem de maneira ainda pior!
·        O crescimento espiritual nada tem a ver com o conhe­cimento. Uma pessoa pode conhecer muitos fatos, ter muitas informações, mas isso não é o mesmo que ter maturidade espiritual. A não ser que o conhecimento resulte na sua conformidade a Cristo, ele será inútil. Para ter valor, este conhecimento tem que transformar a vida.
·        O crescimento espiritual nada tem a ver com ativida­de. Algumas pessoas pensam que crentes maduros são aqueles que estão sempre ocupados. Mas a ocupação no trabalho da igreja não resulta em maturidade cristã, e nem a substitui. Pode até ser um obstáculo ao que é realmente vital e importante na vida do crente. No capítulo sete de Mateus, lemos sobre um grupo que clamará por aceitação da parte de Cristo baseado em obras maravilhosas. Mas Ele os lançará fora. Ocupação não resulta em salvação — menos ainda em maturidade.
·        O crescimento espiritual nada tem a ver com pros­peridade. Algumas pessoas dizem: "Veja só como Deus tem me abençoado. Tenho dinheiro, uma casa maravi­lhosa, um bom carro e um emprego seguro. Deus tem me abençoado porque eu O tenho honrado." Não acre­dite nisso. Deus pode ter permitido que você tivesse sucesso — ou até você mesmo pode ter forçado a situa­ção — mas isso não é sinal de crescimento espiritual. Veja II Coríntios 12:7-10.
Minha definição de crescimento espiritual é: prática aliada a posição. Em Cristo sua posição é perfeita. E absoluta. E agora, Deus quer que você reflita essa posi­ção numa experiência progressiva, que é relativa. Tal crescimento é essencial. Pode ser chamado pelo nome que quiser: seguir a justiça (I Timóteo 6:11); ser trans­formado (Romanos 12:2); aperfeiçoar a santidade (II Co­ríntios 7:1); prosseguir para o alvo (Filipenses 3:14); ou ser edificado e confirmado na fé (Colossenses 2:7). Este é o alvo de todo crente.
·       O crescimento espiritual não é místico, sentimental, devocional, psicológico ou resultado de truques secretos. Vem através da compreensão e da prática de princípios dados pela Palavra de Deus. Suas bênçãos infindas en­contram-se num depositário divino facilmente aberto por uma série de chaves muito especiais. Estas chaves são o tema deste livro. Esteja pronto para descobrir as riquezas de Deus em Cristo Jesus!

A CHAVE MESTRA : UMA PRESSUPOSIÇÃO

No início, este capítulo deveria ser uma das "chaves". Mas quanto mais examinava o assunto, mais entendia que não era realmente um capítulo, mas uma pressupo­sição a todos os demais capítulos.
Uma das declarações que a Bíblia faz de si mesma é que a Palavra de Deus é viva. "Fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a Palavra de Deus, a qual vive e é permanente" (1 Pedro 1:23). Paulo refere-se à Bíblia como a Palavra da Vida (Filipenses 2:16). O escritor de Hebreus declara ser a Palavra de Deus viva e eficaz (Hebreus 4:12).
Você pergunta:
— Mas como pode a Palavra de Deus ser viva?
— Eu pego a minha Bíblia e ela não faz nada. Fica parada, simplesmente. Será que as páginas são vivas, a tinta, ou o couro?
Vejamos o que não está vivo, ou melhor, aquilo que está morrendo. As coisas no nosso mundo estão mortas ou morrendo. Corrupção, destruição, decadência - são estas as coisas que nos cercam. A morte reina neste mundo. O mundo não é nada mais que um imenso cemitério com todos caminhando para o fim. As pessoas costumam dizer: "Estou gozando a vida", mas na realida­de estão decaindo a cada dia que passa, porque o corpo e sua glória murcham e secam como a erva (I Pedro 1:24).
Em contraste com o que reina no mundo, a Bíblia é inesgotável, inextinguível e geradora de vida. O sistema mortal do mundo não pode atingi'-4a, não consegue anu­lar sua validez, deteriorar sua realidade ou demolir sua verdade.
Cuidado! Está Viva. Primeiramente, a Bíblia está viva em si mesma. Vive em perene vigor. Em qualquer gera­ção e idade, toda pessoa que lé a Bíblia encontra vida e vigor. Esta tem sido minha própria experiência. Al­guns anos atrás, pensava que se lesse um livro da Bíblia todos os dias por trinta dias seguidos, conheceria muito bem o conteúdo do dito livro. Comecei com I João e depois li Colossenses. Mas no fim dos trinta dias, desco­bri que ainda havia coisas que eu não sabia a respeito de cada um destes livros, e assim, resolvi continuar por mais um mês. Sabe de uma coisa? Estes livros ainda contêm mistérios que ainda nem penetrei. Cada vez que os leio fico deslumbrado ante a novidade!
Outra razão pela qual dizemos que a Bíblia vive é de­vido à sua atualidade. Você já folheou seus velhos livros de escola? A maioria está desatualizada. A ciência con­tinua a fazer novas descobertas e novos livros são pro­duzidos, no entanto, a Bíblia jamais se desatualiza.
Outra forma pela qual a Bíblia vive é que ela discerne os corações; possui uma percepção interior surpreenden­te. Por vezes, ao ler a Bíblia, quase morro de vergonha. A Bíblia é uma espada afiada de dois gumes que discerne os pensamentos e os propósitos do coração (Hebreus 4:12). Revela exatamente aquilo que sou. E por isso que aqueles que desejam permanecer no erro não a lêem. Ela os descobre. Estas são algumas das razões pelas quais dizemos que a Palavra de Deus é viva em si mesma.
Em segundo lugar, a Bíblia transmite vida. Não ape­nas a contém, mas transmite vida. O maior poder de qualquer organismo vivo é a capacidade de se reprodu­zir. Os nossos pensamentos e palavras são incapazes disso. Poderíamos falar o dia todo sem produzirmos vida espiritual. Mas a Palavra de Deus é viva e reproduz vida. Tiago 1:18 nos diz: "Pois segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade..." A Palavra de Deus é que faz isso. O Espírito Santo utiliza-se da Palavra para produzir novo nascimento. A única forma de se tornar filho de Deus é ser gerado pela Palavra, a semente de nova vida.
Consideremos a parábola do semeador em Lucas, no oitavo capitulo. A Palavra de Deus é a semente espalha­da pelo mundo. A que cai ao lado do caminho é logo arrebatada pelo diabo, para que as pessoas não creiam e sejam salvas. Qual é o único ingrediente no qual as pes­soas precisam crer para a salvação? É a Palavra. Ela transmite vida.
Outra prova de que a Palavra é essencial para o pro­cesso de regeneração pode ser demonstrada através de João 6:63. "O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida". O Espírito de Deus utiliza-se da Palavra de Deus para produzir vida.
Um terceiro aspecto - a Bíblia sustenta a vida es­piritual. A vida exige alimento, e a Palavra de Deus é esse alimento. Pedro disse: "Desejai ardentemente, co­mo crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para a sal­vação" (I Pedro 2:2).
Como você, quando bebezinho, não podia viver sem leite, assim deve desejar alimento que o faça crescer espiritualmente. Afinal de contas, você já provou que o "Senhor é bondoso" quando o salvou (v.3). Será que o sabor não continuará doce quando começar a experi­mentar a Palavra? Em outras palavras, se você já se despojou da carne do mundo, e se você já viu que a Pa­lavra de Deus pode vivificá-lo, suste-lo e transformar sua vida, então, deseje-a. Você experimentou a Palavra; agora alimente-se dela.
Muitos crentes não desejam ardentemente a Palavra. Como resultado, são fraquinhos, franzinos, desnutridos. Há outros lugares em que a Bíblia fala de si mesma como sustento: "Achadas as Tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração..." (Jeremias 15:16).
Paulo lembra a mesma coisa a Timóteo, vista de outro ângulo: "Expondo estas cousas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido" (I Timóteo 4:6). O alimento do crente é a Palavra de Deus. Precisamos dela como um nenê precisa de leite, mas precisamos tam­bém crescer para finalmente podermos comer carne.
Uma quarta razão pela qual dizemos que a Palavra de Deus vive é que ela transforma a vida. Paulo escreveu aos crentes de Éfeso recomendando que “Vos renoveis no espírito do vosso entendimento" (Efésios 4:23). E em Romanos 122 o apóstolo diz que a renovação das nossas mentes é algo que deve ocorrer para que sejamos trans­formados. Mesmo como crentes, precisamos permitir que a Palavra nos transforme. Não somos perfeitos ao nos tornarmos cristãos. O Espírito Santo ainda tem muito a fazer para nos moldar conforme a imagem de Cristo. Mesmo depois que entramos na família de Deus, a velha mente, com seus hábitos de preocupação egoísta, com sua fome de emoções, com seu desejo de agitação, com sua imaginação e apetites para as coisas erradas ou duvi­dosas da vida - tudo isto tem que ser retirado. Como? Pela Palavra de Deus.
Todo mundo deseja ser mais consagrado a Cristo-ser tudo o que Deus deseja que sejamos. Lutamos e nos questionamos como conseguir maior consagração. Faze­mos as nossas entregas, nossos votos por Cristo, e assim mesmo, continuamos dando voltas e mais voltas, procu­rando sempre algo mais.
Pois bem, deixe-me apresentá-lo à coisa mais bela que se pode imaginar. II Coríntios 3:14 dá a resposta para vidas que desejam ser transformadas. Falando do povo de Israel, este versículo nos diz: "Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até o dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que em Cristo é removido". Noutras palavras, hoje Israel permanece cego e não pode entender o Evangelho. Mas o trecho continua dizendo que o véu será removido (v.16).
Bem, e quanto aos crentes - os cristãos? Estamos desligados de Cristo?  Não! "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (v.18).
Como podemos ser transformados? Como nos torna­remos iguais a Cristo? Muito simples: à medida em que contemplamos a glória de Jesus Cristo, somos transforma­dos em sua própria imagem! Ao desviarmos os nossos olhos de nós mesmos e fixá-los em Jesus, o Espírito de Deus efetua a transformação. Posso garantir, como teste­munho às Escrituras, que se contemplarmos a Palavra de Deus — aprendendo e vendo a glória de Deus — o Espírito de Deus transformar-nos-á na imagem de Jesus Cristo. É este o ápice do crescimento espiritual.
Levantar o Rosto. É tão simples! Porém, muitos crentes estão procurando uma espécie de atalho para atingir uma super espiritualidade que não existe. Quando estivermos dispostos a colocar os nossos rostos firmes ao espelho da Palavra de Deus a fim de ver a glória de Deus, tudo o que temos a fazer é focalizar Sua Palavra, e a glória de Cristo, que ela contém, começará a nos transformar.
A melhor coisa que já aconteceu na minha vida, após a salvação, foi quando aprendi a estudar a Palavra de Deus noite e dia. Ainda estou longe de ter atingido o alvo, mas aprendi isto: quanto mais tempo, quanto maior a devoção que dedico em contemplar o rosto de Jesus Cristo através das páginas das Escrituras, mais o Espírito de Deus me transforma segundo a imagem de Seu Filho. O estudo bíblico tem se tornado a paixão do meu coração. Não há nada neste mundo que me consuma mais do que o desejo de comunicar a Palavra. Todas as coisas boas vêm através dela. Se desejamos viver, a Pala­vra de Deus nos vivifica. Se desejamos crescer, é a Pala­vra de Deus que nos dá o crescimento. E se desejamos ser transformados, é enquanto focalizamos nossa aten­ção em suas páginas que a Palavra de Deus nos transfor­ma.
Viver a Chave. Permita-me sugerir cinco coisas específi­cas que você pode fazer a fim de usar a chave mestra. Primeiro: creia nela. Muitas coisas e muitas pessoas tentarão desviar sua atenção e afeto, mas faça sua, a respos­ta de Pedro: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna". (João 6:68) Creia na Bíblia. Aceite-a como revelação de Deus.
Em segundo lugar, estude-a. Espero que, como Apoio, você* se torne poderoso nas Escrituras (Atos 1824). Quando Jesus abriu e explicou as Escrituras aos dois discípulos no caminho para Emaús, eles comentaram "Não nos ardia o coração? " (Lucas 2432). Estudar a Palavra deverá aquecer e inflamar o coração. À medida em que estudar as Escrituras, você poderá se apresentar aprovado a Deus (II Timóteo 2:15).
Uma terceira sugestão: honre a Palavra. Os cidadãos de Eféso honravam a estátua de Diana porque acredita­vam que ela tivesse caído do céu da parte de Júpiter. Assim, adoravam a feia, grosseira e horripilante imagem. Mas uma coisa inteiramente bela veio-nos do céu, da parte de Deus - Sua preciosa Palavra - mais valiosa do que ouro e rubis (Provérbios 3:14,15).
Em quarto lugar, além de honrá-la, ame a Palavra de Deus. Dê a ela do seu tempo e de sua atenção como você faria com qualquer outro objeto de estimação. "Quan­to amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia," diz o salmista (Salmo 11957). Será que você pode dizer isto?
Em quinto lugar, e talvez o mais importante: obede­ça a Palavra de Deus. Faça o que ela diz. A comunicação com Deus não é opcional, nem é algo ao qual você se submete se tem vontade. È obrigatória. O grande reavivamento do tempo de Neemias ocorreu quando os ho­mens vieram ao sacerdote e disseram 'Trazei o livro" (Neemias 8:1). Renove seu coração permitindo que a Palavra de Deus dirija a sua vida.
Estas cinco sugestões permitem que você empregue a chave mestra, que abre tudo. No entanto, há outras cha­ves, cada uma desvendando um novo tesouro do cresci­mento espiritual. Cada uma é baseada nesta Chave Mestra - cada uma é um princípio da Palavra de Deus.


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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Satanás pode ouvir nossos pensamentos?


Satanás pode ouvir nossos pensamentos?

John MacArthur
jm004-bocacalada.jpg (38K) - Perdão
Satanás pode ouvir o que nós dizemos e conhece os nossos pensamentos? Deveríamos evitar orar em voz alta porque Satanás poderia nos ouvir?
Não há nada na Bíblia que indique que Satanás é onisciente. Não há nenhum versículo que diga que ele sabe tudo ou que ele pode ler nossos pensamentos. Mas ele é perito em predizer o comportamento humano porque ele o viu em operação por tanto tempo. Ele pode antecipar o que você fará em uma determinada situação sem conhecer seus pensamentos por causa do conhecimento que ele tem da humanidade e porque ele tem uma mente sobrenatural.
Mas em termos de ser onisciente e poder ler seus pensamentos (como Deus pode fazer), a Bíblia não apóia essa idéia de forma alguma. Ela nunca nos diz que anjos são oniscientes. E se um anjo santo não é onisciente, um caído também não é. Portanto, Satanás não pode ler nossos pensamentos, mesmo que ele seja bom em predizer o comportamento humano porque ele já viu tanto dele.
"E se um anjo santo não é onisciente, um caído também não é."
Eu falei em uma conferência em Iowa sobre este problema. Pessoas estavam perguntando coisas como "Como você lida com demônios?" e "Precisamos de exorcismo para nos livrarmos de demônios?" Bem, há muitas pessoas hoje que dizem que sim. Eu li um livro sobre libertação, certa vez, no qual o autor descreveu um médico que foi supostamente libertado do demônio do gotejamento pós-nasal1. E nessa abordagem, sempre que você pensa que tem um demônio, há uma certa fórmula mágica que você diz ou você anda de uma lado para o outro ou "clama o sangue"2 - seja lá o que for que essa frase signifique, já que não vem da Bíblia. O sangue já foi clamado em seu favor na hora da sua salvação e isso resolve a questão.
Há pessoas que defendem pequenas fórmulas e práticas do tipo sessão-espírita com uma conotação cristã, reivindicando que podem expulsar demônios e assim por diante. Mas quando você vai para a Bíblia, percebe que lidar com o diabo é realmente tão simples quanto ir a Efésios 6 e vestir a armadura de Deus. Veja que, em Efésios 6, diz assim: " a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades", certo? Nós estamos lutando contra demônios e contra Satanás.
"O que ele diz é: "Vista a armadura de Deus" e aquilo de que aquela armadura realmente consiste é a justiça."
Mas o que fazemos com isso? O melhor lugar para descobrir é ler ali mesmo naquele capítulo, não é? Note que ele não diz: "Vá tratar de exorcizar seus demônios com um exorcismo cristão". Nem diz: "Vá arrumar alguém para expulsar seu demônio". O que ele diz é: "Vista a armadura de Deus" e aquilo de que aquela armadura realmente consiste é a justiça. O coração dela é "a couraça da justiça". A chave, então, é viver uma vida íntegra, cheia do Espírito e confiar no poder soberano de Deus.
Portanto, não há nada na Bíblia que diga que Satanás pode ler nossos pensamentos. Certamente demônios podem ouvir o que dizemos. Eles podem entender o que nós dizemos. E, como eu disse antes, eles são muito bons em predizer as respostas comuns do homem porque eles praticam isso há muito tempo.
Mas não se preocupe com isso! Uma senhora me disse uma vez: "Nós sussurramos", porque ela tinha medo de que demônios ouvissem as orações dela. Minha resposta foi: "Bem, isso é tolo!". Você pode ir confiantemente diante do trono da graça. No Antigo Testamento, não diz: "E Davi sussurrou ao Senhor"; o que diz é: "E Davi disse ao Senhor" - e ele pôs para fora o que tinha para dizer. Você nunca ouviu falar de qualquer momento no ensino do apóstolo Paulo sobre oração em que ele diz: "Não fale alto". Quando ele desejava orar, ele simplesmente orava e não se preocupava se Satanás o ouvia porque ele estava vivendo de tal modo que Satanás não podia fazer nada a respeito de qualquer forma. Essa é a questão.

1 N. do Trad.: Post-nasal Drip - é uma condição das vias respiratórias que pode ser a causa de tosse crônica e outros problemas, também crônicos.
2 N. do Editor: "Clamar o sangue de Jesus" é um recurso comum em meios carismaníacos (citando Mark Driscoll) quando se quer amarrar e expulsar demônios. Muito comum em alguns tipos de música dita evangélica comoeste exemplo e este demonstram.

Fonte:  Extraído de Grace To You.

Tradução: Juliano Heyse
Fale conosco: mail@bomcaminho.com.

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    terça-feira, 24 de maio de 2011

    Quem é Jesus?



    Esta é a pergunta mais importante que devemos responder nas nossas vidas. Deve ser uma resposta sem erros. Sua resposta a Ele vai determinar não apenas os seus valores e estilo de vida, mas seu destino eterno também.

    1.      Divindade

    Jesus Cristo é Deus

    1)      Por Ele ser o criador (Jo 1.3),
    2)      Sustentador do universo (Hb 1.3),
    3)       Por perdoar pecados (Mc 2. 10,11).

    Também pelos nomes que recebeu, tais como:

    4)      Filho de Deus (Mt 16.16,17),
    5)      O Santo e O Justo (At 3.14),
    6)       Senhor ( At 9.17).
    7)      Alfa e Omega (Ap 1.8)
    8)       Ele é Deus por ter aceitado adoração (Mt 14.33), onde a lei diz que somente a Deus devemos prestar adoração.

    2.      Humanidade

    Jesus é homem

    1)      Pois foi gerado de mulher (Gl 4.4; Mt 1.18)
    2)      Tendo a sua genealogia descrita nos livros de Mateus e Lucas.
    3)      Ele cresceu e se desenvolveu naturalmente (Lc 2.39-52),
    4)      Era reconhecido como judeu (Jo 4.9),
    5)      Foi circuncidado (Lc 2.21)
    6)      Tinha um corpo físico (Mt 26.12),

     No qual tinha suas limitações humanas:

    7)      Sentia fome (Mt 21.18),
    8)      Chorou (Jo 11.35)
    9)      Sede ( Jo 19.28),
    10)  Cansaço ( Jo 4.6),
    11)  Dormiu (Mt 8.24).

    3.      A união das duas naturezas

    Jesus é homem Deus.

    Ele não deixa de ser menos homem por ser Deus, e nem deixa de ser menos Deus por ser homem.

    1)      100% homem
    2)      100 % Deus
    3)      A plenitude divindade ( Cl 2.9)
    4)      Expressão exata de Deus (Hb 1.3)

    Jesus recebeu atributos relatam tanto a sua humanidade como a divindade:

    1)      Nasceu o Senhor (Jo 3.13),
    2)      Ele e o Pai são Um (Jo 10.30)
    3)      Sangue de Deus (Rm 9.5),
    4)      O Senhor da Glória (Gl 4.4).
    5)      E que Ele é o único mediador entres Deus e os homens (I Tm 2.5).



    Por que se faz tão importante a questão sobre a identidade verdadeira de Jesus? Por que importa se Jesus é ou não Deus? O motivo mais importante para que Jesus seja Deus é que se Ele não é Deus, Sua morte não teria sido suficiente para pagar a pena pelos pecados do mundo inteiro (I João 2:2). Somente Deus poderia pagar tamanho preço (Romanos 5:8; II Coríntios 5:21). Jesus tinha que ser Deus para que pudesse pagar nossa dívida. Jesus tinha que ser homem para que pudesse morrer. A Salvação está disponível somente através da fé em Jesus Cristo! A natureza divina de Jesus é o motivo pelo qual Ele é o único caminho para salvação. A divindade de Jesus é o porquê de ter proclamado: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6).



    O devemos dizer sobre Jesus? 

    O Deus vivo, o Santo, o Salvador, o único objeto válido da fé salvadora, o Senhor soberano, o justo Juiz. Só Ele pode redimi-lo, livra-lo do poder e da penalidade do pecado. Só Ele pode transformá-lo, restaurá-lo à comunhão com Deus, e dar o seu propósito de vida eterna. 

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    terça-feira, 17 de maio de 2011

    I Conferência Maranata de Expositores da Bíblia


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    quarta-feira, 4 de maio de 2011

    Adoração nas Escrituras


    Adoração nas Escrituras

    PostDateIconTer, 29 de Setembro de 2009 13:33
    (*) Wilson Franklim

                A palavra grega proskuneo traduzida nas versões portuguesas por culto (ou adorar) significa curvar-se ou prostrar-se diante de Deus em reverência.[1][1] Não é sem razão que o ato de santa reverência ao adorado (Deus) é indispensável no culto cristão. Na igreja cristã o culto é (ou pelo menos deveria ser) a adoração pública.

                Meu alvo nestes pequenos estudos é trazer uma reflexão bíblica sobre a adoração. Devido as limitações de espaço não tenho a pretensão de esgotar esse grandioso tema nesta série de artigos. Meu pressuposto básico e incondicional é: o Juiz Supremo neste tema, como em qualquer outro para a igreja cristã, é o Espírito Santo falando nas Escrituras Sagradas.[1][2]  Isso faz com que "a forma aceitável de se adorar o verdadeiro Deus é instituída por ele mesmo"[1][3] em sua Palavra. Não há como fugir desta realidade. Hoje estarei sumariando, ainda que muito resumido, a cosmovisão que o Primeiro e Novo Testamento nos ensinam.  Vejamos:

    O Antigo Testamento

                O Primeiro Testamento deixa claro que a adoração ocupava um lugar central na vida do povo de Deus. Observe isto: Para o relato da criação são dedicados apenas 2 (dois) capítulos do Gênesis, enquanto que aproximadamente 40 (quarenta) capítulos das Escrituras são aplicados para descrever, construir, dedicar e normatizar o uso do tabernáculo. Além disso, o tabernáculo era posicionado no centro do acampamento israelita (Nm 1.52-53 e 2.1-2), indicando que o culto a Deus deveria ocupar o centro da vida do povo de Deus.

                O livro de Salmos enfatiza e estabelece que a adoração ao Deus Eterno é uma responsabilidade de todos os povos. “Adorai ao Senhor vestidos de trajes santos; tremei diante dele, todos os moradores da terra” (Sl 96.9); ver ainda (22.27; 29.2; 66.4; 86.9; 95.6).

                Por outro lado, o Antigo Testamento também demonstra que a adoração corrompida está entre as causas principais da manifestação do julgamento divino. “Os filhos de Israel tinham pecado contra o Senhor... e andado segundo os costumes das nações que o Senhor lançara fora...” (2 Rs 17.7-20). Ver ainda  (2 Cr 26.16-20; Is 1.11-17). Portanto, pode-se afirmar que a "tipologia do Antigo Testamento dá a adoração um lugar proeminente"[1][4] e que é Deus quem estabelece a maneira pela qual se deve adorá-lo.

     

    O Novo Testamento,

                O Evangelho começa com a resposta espetacular de Maria a Deus “ A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador...” (Lc 1.46-56).   Maria responde a Deus com a mais profunda adoração. Da mesma forma Zacarias (Lc 1.68-79), os pastores e a milícia celestial (Lc 2.8-16), os magos (Mt 2.11) e Simeão (Lc 2.28-35). Todos responderam a Deus na mais profunda adoração.

                Ao ser tentado pelo Diabo, Jesus cita as Escrituras: "Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto" (Lc 4.8). Mas Jesus fez algo mais, e que deveria nos chamar a atenção. Observe o zelo de Jesus pelo local dedicado ao culto público “e achou Jesus no templo os que vendiam bois, ovelhas, pombas, e também os cambistas ali sentados, e tendo feito um azorrague de cordas, lançou todos fora do templo, bem como as ovelhas e os bois, e espalhou o dinheiro dos cambistas, e virou-lhes as mesas...”(Jo 2.13-17). Jesus expulsou do templo aqueles que, atendendo aos seus próprios interesses, profanavam a adoração através do comércio na casa de Deus.

                Para a Igreja Primitiva a adoração era uma atividade tão importante que eles a exerciam diariamente (At 2.42-47). Para os primeiros cristãos, como disse Mark Earey, "a adoração não era um tempo separado na vida diária; ela era a própria vida diária."[1][5] 

                Quanto a forma de cultuar publicamente, o apóstolo Paulo deixou claro que a decência e a ordem (I Co 14.40) são indispensáveis na adoração pública, bem como o elemento de entendimento (I Co 14.15). Aliás, Jesus já havia ordenado a observância do entendimento na adoração. Note que ao reler o primeiro e maior mandamento Jesus afirma: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento (Mt 22.37). Deus não deseja adoradores irracionais, que não saibam o que estão fazendo; que “desmaiam” no meio “culto”; que queimam o precioso tempo da adoração com anúncios desnecessários, com propaganda de coisas que não dizem respeito a adoração; ou que simplesmente estão imitando a maioria em atos de entretenimento, que não sabem distinguir a diferença entre adorar e assistir um espetáculo.

                De uma forma resumida poderíamos afirmar que o NT estabelece cinco princípios para adoração. Jesus estabeleceu três: o conhecimento de Deus, o entendimento do culto, adoração em espírito e em verdade; Paulo movido pelo Espírito Santo concluiu com mais dois: decência e ordem.

     

    Conclusão

                Estes dados da Bíblia nos trazem a uma série de conclusões com respeito à adoração. Em primeiro lugar, Deus deseja adoração e ele busca seus adoradores que o adoram com entendimento (Mt 22.37), e em espírito em verdade (Jo 4.23). Em segundo, é no contexto de adoração que o Eterno se revela como um Deus zeloso que tem ciúmes (Ex 20.4-5), logo, somente o Deus Eterno deve ser adorado em nossos cultos. Em terceiro, como resultado das duas anteriores, a adoração deve ser prioridade na vida cristã.  Portanto nenhuma ofensa a Deus se compara com o ato de negar sua singularidade e transferir a outro o reconhecimento e a adoração que é devido somente a ele.[1][6]

                Outro aspecto mencionado na Bíblia é o de que nem toda adoração agrada a Deus. Há sempre o perigo de introduzirmos no culto um "fogo estranho" diante do Senhor (Lv 10.1-2), por isso devemos estar sempre em alerta.

                Finalmente fica claro através da Palavra de Deus que cinco elementos jamais poderão faltar em nossos cultos: a Espiritualidade através do conhecimento de Deus, a Verdade, o Entendimento, a Decência, e a Ordem.  “Porque Deus não é Deus de confusão e sim de paz” (I Co 14.33). Deus nos abençoe. Amem.

     

    (*) O Autor é Pastor da Igreja Batista em Vila Jaguaribe

    [1][1] Charles Hodge. Teologia Sistemática. São Paulo, Hagnos, 2001. p.1232.
    [1][2] D. S. Whitney, Spiritual Disciplines for the Christian Life (Colorado Springs: Navpress, 1991), 79-91. Mostra que o termo "adoração" pode ser usado em um triplo sentido: 1) público, 2) familiar e 3) individual.
    [1][3] Confissão de Fé de Westminster, XXI.i.
    [1][4] A. P. N. D. Gibbs, Worship (Kansas City: Walterick, s. d.), p.69.
    [1][5] Mark Earey, "Worship – What Do We Think We Are Doing," em Evangel 16 (Primavera 1998), p.11.
    [1][6] Everett F. Harrison, "Worship," em Baker’s Dictionary of Theology (Grand Rapids: Baker, 1960), p.561.
    Última atualização ( Seg, 12 de Outubro de 2009 09:40 )
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